Nossa maior preocupação hoje é com os professores e atletas. É preciso entender, antes de mais nada, que o professor é o que ensina os fundamentos, corrige os erros e os defeitos que os garotos apresentam no aprendizado. Já o técnico é aquele que dirige equipes já formadas, estruturadas e com padrão de jogo. Notamos, na maioria de novos jogadores, muitos erros de fundamentos e muitas vezes que até desconhecem alguns importantes, tais como gancho, fintas, troca de passes e rebotes.
Durante o Campeonato Mundial de Basquete Feminino Interclubes, mostramos escolas diferentes. Embora os fundamentos sejam os mesmos, na parte física é que está o diferencial. As equipes européias levam muito a sério a preparação física e apresentam uma resistência superior às demais, o que lhes dá vantagem no jogo. Hoje o basquete é mais corrido e individualizado, o que exige uma preparação maior.
O basquete atual é baseado no arremesso de três pontos, e os atletas descuidam deste fundamento. O nosso grande Oscar, o maior cestinha de todos os tempos, nunca deixa de frisar, em suas palestras, que fazia uma média de 600 arremessos por dia e, inclusive, contava com sua esposa para apoiá-lo. Só treinamentos individuais e fora do horário normal de treino é que vão possibilitar esta evolução técnica. Os jogadores norte-americanos têm como filosofia de treinamento a vontade de vencer sempre, e se preocupam muito com a estatística. Para eles, existem três palavras: treinar, treinar e treinar.
Grêmio em quadra
Depois de participar dos Jogos Abertos do Paraná, em Cascavel, inclusive ganhando o título, o Grêmio/Londrina volta a pensar, a partir de hoje, na Copa Sul, na qual ainda está na liderança, com oito pontos em quatro jogos. O time do técnico Ênio Vecchi, aliás, deu um verdadeiro show em Cascavel, sendo a principal atração dos Jogos. Na partida contra Guarapuava, no meio da semana que passou, o Grêmio, representando Londrina, marcou um recorde na competição: fez 193 pontos numa única partida. O jogo terminou 193 a 66.
Destaques do Mundial
Ao final da primeira fase falei dos destaques do Mundial de basquete feminino. Vieram os jogos das semifinais e a final - e nada mudou. Magic Paula foi a grande força do Brasil. Mas vale mencionar armadoras como Laura Flores, da Espanha; Lazic, do Hemofarm; Claudinha, do BCN. E as estatísticas mostraram que a melhor jogadora do campeonato foi a norte-americana Brandy Reed, que defende o Banco Simeón. Ela foi mesmo brilhante.

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