Basquete (Ubiratan Maciel)
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quinta-feira, 22 de outubro de 1998
UBIRATAN MACIEL São Paulo e Rio a todo vapor 
Os dois maiores centros de basquete brasileiro estão a todo vapor, com seus campeonatos. Este ano, o Rio de Janeiro, por intermédio de suas grandes equipes, de tradição no basquete, casos de Flamengo e Vasco da Gama, reforçaram seus elencos bem como técnicos de nível nacional, que já defenderam, com sucesso, equipes de São Paulo e que agora estão no Campeonato Carioca.
O Flamengo levou o técnico Zé Boquinha e os atletas Pipoca, Rato e Caio Cassiolato. E o Vasco tem em seu grupo os atletas Demétrius, Rogério e o dominicano Vargas. Junto com estas duas equipes disputarão ainda o Botafogo, Fluminense, Olaria e Jequiá entre outros.
E São Paulo continua sendo o principal Estado, com seu campeonato contando com 12 equipes. O título paulista da temporada tem como sérios candidatos o Marathon/Franca, do técnico Hélio Rubens; Valtra Tratores, de Mogi das Cruzes, do treinador Nilo Guimarães; o Mackenzie/Microcamp, de Barueri, com Cláudio Mortari; o Pinheiros, de Marcel de Souza; e o COC/Ribeirão Preto, do treinador Edward Simões.
Mas é bom deixar claro que as outras sete equipes não serão apenas figurantes da competição e qualquer uma delas pode até surpreender e chegar lá. Caso do Tilibra/Copimax, de Bauru, que terá o comando de Guerrinha. Santo André, Palmeiras, Corinthians, São Caetano, Hebraica e Peruíbe são os demais integrantes da maior competição estadual no Brasil. Na competição paulista, as equipes jogarão entre si em turno e returno, saindo as oito melhores classificadas para o playoff, assim como no Campeonato Brasileiro.
Brasileiro Sub-22
No momento em que escrevia a coluna, o Paraná não tinha, ainda, entrado na quadra para enfrentar o Mato Grosso do Sul, no Campeonato Brasileiro de Seleções Sub-22, iniciado ontem, em Belo Horizonte. Mas o Paraná todo aposta que o time dirigido por Enio Vecchi estará entre os finalistas da importante competição nacional, podendo até ser campeão, na ausência do representante de São Paulo.
NBA
Nada ainda deu certo e o impasse entre jogadores e patrões continua nas mãos da Justiça. A temporada da NBA depende não dos árbitros, mas do juiz trabalhista John Feerick. Ele está intermediando as negociações entre jogadores e os donos das equipes. No encontro será discutido se os 200 jogadores que ganham baixos salários na Liga Profissional deverão ou não receber seus salários durante o locaute (greve de patrões), que ameaça a realização do campeonato.
A decisão poderá encerrar o impasse entre o sindicato dos jogadores e o dos patrões, já que os escritórios estão fechados desde junho, em função da postura irregular dos atletas.
O Sindicato dos Jogadores está na expectativa de um rápido entendimento entre as partes, para salvar a temporada. Para se ter uma idéia da demora do início da temporada, a equipe supercampeã dos anos 90, Chicago Bulls, precisou devolver US$ 5 milhões em ingressos, antecipadamente vendidoa para os amistosos que havia para este mês. E ainda mais, o todo poderoso da NBA, David Stern, disse o seguinte, em entrevista na semana passada: Diante do que está acontecendo no mundo, a Ásia pressionada, o Brasil em apuros, e os Estados Unidos sentindo o impacto de tudo isso, penso que os jogadores deveriam aceitar o que lhe está sendo oferecido.


