Basquete toma conta de Curitiba e região
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sábado, 21 de março de 2009
Julio Cesar Lima<br> Equipe da Folha 
Jovens com idade entre 10 e 17 anos já começam a tomar conta das quadras de basquete espalhadas por Curitiba e outras cidades da Região Metropolitana. Eles fazem parte do projeto do Centro de Excelência do Basquetebol, programa ambicioso que pretende formar cerca de 10 mil atletas de basquete no Estado nos próximos anos e, segundo a ex-jogadora Hortência, uma das coordenadoras do projeto, provocar o surgimento de novos valores no basquete paranaense.
Entre os objetivos estão a inclusão social dos jovens por meio do esporte e também transmitir noções de cidadania por meio das atividades de grupos e trabalhos em equipes. O lançamento oficial do projeto em Curitiba acontece no dia 27. Na Capital, já funcionam 14 núcleos esportivos que atendem 700 jovens.
Além de Curitiba, nas cidades de Colombo, Campo Largo, Araucária e Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana, as inscrições e as aulas tiveram início em março e devem totalizar 20 novos núcleos da modalidade para atender seis mil crianças e adolescentes nesta primeira etapa.
Segundo o presidente da Federação Paranaense de Basquetebol (FPRB), Amarildo Rosa, alguns núcleos já funcionam desde o final de fevereiro, para que as crianças locais se habituem com a prática do basquete e sintam-se incentivadas a participar.
"Mesmo sem o lançamento oficial nessas cidades, o que deve acontecer nas próximas semanas, é importante a participação da comunidade, que já se integra ao projeto e assimila bem sua filosofia", disse Amarildo, que nesta semana visitará escolas da região para divulgar o projeto.
Na opinião de Hortência, existe uma expectativa muito boa em relação ao desempenho do projeto no Estado. "Estamos todos empolgados com esse novo projeto, que ajudará na revelação de valores, além da função de cidadania que ele terá. É gratificante vermos nossas crianças praticando esporte", afirmou.
Segundo Hortência, o projeto poderá servir como modelo para outros pontos do País. "Esse projeto que estamos realizando no Paraná poderá ser levado para outros estados também. Uma das ideias é dividir o Paraná em três pólos e solidificar bem a proposta em todas as regiões", comentou.
Apesar da filosofia principal de participação, ao final do ano alguns atletas poderão ser utilizados por clubes com estrutura para alto rendimento. "Serão disputados alguns torneios internos, entre os núcleos, onde todos ganharão medalhas de participação. Mesmo assim, após o primeiro ano, alguns jovens terão a oportunidade de seguir adiante no esporte", disse Amarildo.


