São Paulo - Após a conquista do bicampeonato da Copa América, a seleção masculina de basquete sonha alto e espera, após 16 anos, voltar a disputar os Jogos Olímpicos. Os bons resultados no torneio disputado em Porto Rico, e a consequente classificação para o Mundial da Turquia, porém, não apagam a falta de preparação para o futuro da seleção, que voltou ontem ao País.
''Por enquanto, não fizemos um planejamento detalhado, até porque antes não estávamos oficialmente garantidos no Mundial. Mas vamos traçar nossas metas o mais breve possível'', disse Carlos Nunes, presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB).
Nem mesmo o técnico da seleção, o espanhol Moncho Monsalve, está garantido para o Mundial, que será disputado entre 28 de agosto e 12 de setembro de 2010.
''Está definido há muito tempo que depois da Copa América faremos uma reunião com o Moncho para a avaliação'', afirmou o dirigente brasileiro. ''Por enquanto a intenção é manter o Moncho, mas isso não quer dizer que lá na frente, por uma necessidade ou um desafeto tenhamos de trocar. Ele fez um bom trabalho, mas não sei se durante a caminhada vai haver algum problema de saúde, de tempo para ele se dedicar à seleção ou até financeiro, que faça ele não renovar o contrato'', completou Nunes.
Há um ano e meio no cargo, Moncho pretende também renegociar o valor de seu salário. ''A CBB é que tem que me dizer se quer que eu continue. Eu gostaria de ficar, mas são duas pessoas que decidem isso, não só eu'', afirmou Moncho.
A entidade deve, no entanto, ter de esperar pelo menos dois meses para fazer o encontro no Brasil. Com um problema na coluna, o treinador será submetido a uma cirurgia no dia 21 de setembro, em Barcelona. ''Tinha previsto voltar ao Brasil (logo depois da Copa América), mas agora o mais importante é ir a Barcelona. Acho melhor resolver isso logo agora porque pode piorar. Acho que precisarei de uns dois meses de recuperação'', disse o técnico.
A programação de treinamento também não foi planejada. Existe apenas a intenção de fazer intercâmbios com países europeus antes do Mundial. ''Isso não depende de mim, mas gostaria de levar o time para treinar 10 dias em São Paulo, jogar o torneio Eletrobras. E, depois, chegar à Europa uns 12 dias antes do Mundial para disputar amistosos contra Espanha, Itália, Grécia, França e outras seleções europeias'', disse o técnico da equipe.
O calendário da seleção também depende da agenda dos atletas. ''A ideia é começar o trabalho com antecedência, claro que é difícil juntar os atletas, principalmente os de fora do país. Se possível, até fazer mais convocações, com períodos curtos'', disse Nunes.

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