Basquete se despede de Rosa Branca
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terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Das Agências 
São Paulo - O ex-jogador da seleção brasileira de basquete Rosa Branca, bicampeão mundial em 1959 e 1963, morreu ontem pela manhã, em São Paulo, vítima de uma parada cardíaca. Ele vinha trabalhando como diretor da Federação Paulista de Basquete (FPB), e estava internado no Hospital Metropolitano, em São Paulo, para tratar de uma forte pneumonia.
Com o nome de batismo Carmo de Souza, Rosa Branca integrou a seleção brasileira por 12 anos, e participou de algumas das principais conquistas da equipe, como os títulos mundiais de 1959, no Chile, e 1963, no Brasil, além de ganhar duas medalhas olímpicas de bronze, em Roma-1960 e Tóquio-1964.
Polivalente, Rosa Branca atuava em todas as posições, como ala, pivô ou armador, e também faturou o bronze nos Jogos Pan-Americanos do México, em 1955, e a prata, em 1963, em São Paulo, além de quatro títulos sul-americanos (1958, 1960, 1961 e 1968). Como jogador, Rosa Branca encerrou a carreira em 1971, no Corinthians. Depois, continuou ligado ao basquete, atuando como dirigente.
O corpo de Rosa Branca será sepultado hoje, ao meio-dia, no Cemitério Municipal da Lapa, em São Paulo.
Amaury Pasos, seu companheiro de seleção, lamentou a morte de Rosa Branca. ''Não tenho palavras para expressar o quanto estou triste com a perda de um companheiro de uma vida inteira, que se vai prematuramente. Rosa Branca era um jogador fantástico e foi um amigo inesquecível'', disse Amaury.
O presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), Gerasime Grego Bozikis, também comentou a perda para o basquete brasileiro. ''É uma grande perda para o basquete brasileiro. Rosa Branca foi um atleta de extraordinário talento, que vestiu e defendeu as cores do Brasil com muito orgulho e dedicação. Foi um jogador que marcou a história do basquete com inúmeras conquistas, com destaque para o inesquecível bicampeonato mundial e as duas medalhas de bronze olímpicas'', afirmou.


