Basquete quer política de incentivos
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 16 de janeiro de 1997
Agência Estado 
A criação de uma política de incentivos fiscais para empresas que investirem no esporte são, na visão de dirigentes do basquete, a principal solução para as dificuldades que os clubes têm encontrado em adquirir e manter um patrocinador. A televisão também é apontada como uma grande aliada para a divulgação do basquete por atrair o investimento de empresas no esporte.
O problema não poupa nem mesmo os times vitoriosos. O Rio Claro, atual campeão brasileiro, não disputa o campeonato deste ano por falta de patrocinador. O Clube Iara, tradicional equipe de Franca, transferiu-se para Ribeirão Preto após perder o patrocinador mais antigo do esporte e conseguir, com a ajuda da conquista do Campeonato Paulista, o apoio do Colégio Oswaldo Cruz (COC) e da Polti. No feminino, o Seara, que disputa as finais do estadual feminino, também busca apoio para continuar existindo.
Porque o governo não institui uma lei de incentivos fiscais como a que existe para Cultura, como acontecia no governo Sarney?, pergunta Hortência Oliva, manager do Seara. Segundo ela, um país que quer sediar a Olimpíada de 2004, precisa cuidar da formação dos atletas que representarão o país. A divulgação das partidas pela TV também é um grande incentivo, diz.
O presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), Renato Brito Cunha, aponta a situação econômica e política como causa da retração dos investimentos no esporte por parte das empresas e que este problema não afeta só o basquete. Para ele, a mudança da estrutura dos calendários das competições, para atender patrocinadores, imprensa e público é uma das soluções do problema.


