Basquete precisa de mais verba para garantir vaga
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segunda-feira, 10 de janeiro de 2005
Guilherme Gouveia<br>Reportagem Local 
No sábado, o torcedor ficou assustado ao ler a notícia nos jornais: o Londrina/TIM corria de novo o risco de perder a vaga no Campeonato Nacional de Basquete deste ano. Desta vez, o problema estava longe das quadras. Com o orçamento apertado, o que inviabiliza a contratação de jogadores experientes, o Londrina Basquete Clube (LBC) não depositou os R$ 150 mil na conta da CBB para custear as despesas das equipes visitantes. O prazo expirou na sexta-feira.
Mesmo assim, a diretoria ainda tem esperanças de conseguir o dinheiro e ratificar a vaga. Hoje, o presidente do LBC, Walter Montagna, tem uma reunião agendada com a diretoria do Colégio Maxi para tentar acertar um novo patrocínio. Fala-se em R$ 150 mil (10 parcelas de R$ 15 mil), exatamente o valor necessário para ''comprar'' o direito de disputar a competição.
''Estamos negociando, mas não temos nada certo, garantido, preto-no-branco, como costuma se dizer. Se não der certo com o Máxi, tentaremos outra empresa'', ponderou Montagna. O fato é que a participação do LBC na principal vitrine do basquete nacional depende do acerto com mais um patrocinador. O clube teria conseguido, ancorado pela força política do prefeito Nedson Micheleti (PT), se livrar do compromisso de exclusividade com a TIM/SUL, que investirá R$ 250 mil até o final do ano. Segundo Montagna, o prefeito já teria conversado com o presidente da telefônica e costurado o acordo. ''Estamos tranquilos quanto a isso, nossa preocupação agora é agregar mais um patrocínio e ratificar a vaga no nacional. O torcedor pode ficar calmo porque esperamos definir esta situação até quarta-feira'', assegurou.


