Basquete: Pr-Olímpico começa sem tabela definida
São Paulo, 05 (AE) - O torneio que selecionará as equipes das Américas que estarão na briga pelas medalhas em disputa na Olimpíada de Sydney, no ano 2000, terá início na quarta-feira. Mas a seleção brasileira feminina de basquete não conhece ainda a ordem em que vai enfrentar as adversárias. Nem sabe ao certo quais países estarão disputando o Pré-Olímpico de Havana. O calendário ficou apertado e a definição ainda depende da classificação no Campeonato da Centrobasket - torneio que reúne os países da América Central e está sendo disputado em Cuba.
Hoje, a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) informou que já têm presença confirmada no Pré-Olímpico o Brasil
a Argentina e a Venezuela, classificados no Sul-Americano, o Canadá, representando a América do Norte, e Cuba, país-sede. No total, o campeonato terá oito seleções.
O técnico Antônio Carlos Barbosa, que reúne a seleção amanhã, em Campinas, onde a equipe permanecerá treinando até sábado, disse que os Estados Unidos não jogarão o Pré-Olímpico. Campeã do Mundial da Alemanha no ano passado, a seleção norte-americana já tem vaga assegurada na Olimpíada de Sydney. Barbosa afirma que três vagas estarão em disputa e os principais candidatos são, teoricamente, Brasil, Cuba e Canadá.
"Seria conversa fiada dizer que o Brasil não tem chance de ficar com uma das vagas", comenta Barbosa. "Todos sabem o excelente nível técnico do nosso basquete feminino", acrescenta. "Mas teremos de jogar com seriedade, sem o clima de já ganhou." Quanto ao grupo que viaja para o Pré-Olímpico, o técnico manteve as 12 jogadoras que ganharam com facilidade o Sul-Americano de Vitória, na segunda-feira, com novatas como as pivôs Rosângela, Kátia Denise e Zaine. Entre as principais atletas estão Helen, Janeth e Alessandra. A dúvida do técnico é sobre a vinda, a tempo de viajar para Cuba, da pivô Cíntia Tuiú, que está jogando na Hungria.
SEM LIMITE - Em Barcelona, o secretário-geral da Federação Internacional de Basquete (Fiba), Borislav Stankovic, fechou a reunião do Comitê Central da entidade, anunciando modificações nas regras do jogo e a aprovação da livre circulação mundial de jogadores a partir de julho do ano 2000. Com isso, a Fiba pretende diminuir as diferenças existentes entre as equipes da Europa, igualando o nível técnico dos times, e também evitar as falsas nacionalizações, como ocorria em alguns países.
Os membros do Comitê aprovaram a abertura de fronteiras - uma decisão que supõe o fim da limitação de dois jogadores estrangeiros por equipe nas competições internacionais de clubes. As entidades que cuidam do basquete em cada país - como a CBB, no Brasil - serão as responsáveis por determinar o número de estrangeiros por time em seus campeonatos.
Depois dos Jogos Olímpicos de Sydney, o basquete da Fiba terá novas regras. Serão adotados os quatro tempos de dez minutos, posse de bola de 24 segundos, oito segundos para ultrapassar a linha do meio da quadra, lances livres a partir da quarta falta em cada tempo e um terceiro árbitro atuando em olimpíadas e mundiais.





