Londres - Depois de 16 anos, o basquete brasileiro não apenas reestreou em olimpíadas ontem como também relembrou as emoções dos Jogos. Diante de um adversário tecnicamente mais fraco, o time do técnico argentino Rubén Magnano mostrou nervosismo, errou em momentos decisivos, mas mesmo assim venceu a Austrália por 75 a 71, no primeiro jogo dos Grupo B da Olimpíada de Londres.
Os dois times já haviam se enfrentado no domingo passado, de forma amistosa, na França. E, na ocasião, a vitória do Brasil foi mais fácil, por 87 a 71. O garrafão desta vez não funcionou tão bem quanto uma semana antes, com os três pivôs da NBA somando 27 pontos e 21 rebotes, uma média de 23 minutos em quadra cada.
Com isso, o grande destaque do Brasil foi Marcelinho Huertas, que fez 15 pontos (um a menos que Leandrinho, o cestinha do time) e distribuiu 10 das 13 assistências que os brasileiros conseguiram no jogo. O melhor da partida foi o australiano Patrick Mills, companheiro de Tiago Splitter no San Antonio Spurs, que fez 20 pontos, pegou sete rebotes e deu quatro assistências.
Depois de 16 anos esperando para voltar à Olimpíada, o Brasil repetiu alguns dos vícios vistos neste período de ausência. E o maior deles esteve representado por Marcelinho Machado, que, em 15 minutos, tentou 10 arremessos de quadra - oito deles de três pontos -, mas só acertou dois, fazendo cinco pontos no jogo. E o flamenguista ainda perdeu duas bolas.
Mas não foi só Marcelinho Machado que exagerou nos arremessos de três. No total foram 15 tentativas e apenas dois acertos. Mesmo nos chutes de dois pontos o aproveitamento foi fraco, ficando abaixo de 50%. A equipe também cometeu excessivos erros no ataque, com 15 bolas perdidas durante a partida.
Os jogadores admitiram que a ansiedade e a pressão para não tropeçar na estreia afetaram o desempenho da equipe. ''A ansiedade tomou conta mesmo por ser o primeiro jogo. Sabíamos que tínhamos que ganhar para ter uma vantagem na sequência. Foi tenso, mas passou o primeiro jogo e o nervosismo. Vamos seguir fortes na competição'', prometeu o ala Marquinhos.
O pivô Tiago Splitter reconheceu que o Brasil teve problemas diante da Austrália, que serão alvos de cobrança de Rubén Magnano e precisarão ser sanados para os próximos compromissos. ''Ainda tem tempo para analisar nossos erros, não tem bronca. Apenas uma advertência. Mas mostramos que mesmo jogando mal, você pode ganhar. Foi assim hoje (domingo)'', comentou. O próximo compromisso na Olimpíada será amanhã, contra a anfitriã Grã-Bretanha.

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