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Enfim, vingados. Ontem, este foi o sentimento de milhões de brasileiros que acompanharam a partida entre Brasil e Argentina pelas quartas de final da Copa do Mundo. O placar final foi mais largo do que o esperado: 85 a 65 para a Seleção.
Vibrante, o Brasil não deu chances à forte Argentina, que entrou em quadra com um retrospecto impressionante contra o adversário: não perdia para a Seleção, em Mundiais, desde 1967 (três jogos).
Quando a bola subiu, os brasileiros tiveram a impressão que a rotina de eliminações para os hermanos se repetiria. Com cinco bolas de três, só no primeiro quarto, a Argentina abriu 21 a 13 no placar, deixando o enorme contingente de torcedores que acompanhavam a partida em Madri, extasiado.
Mas, na volta para o segundo quarto, o Brasil apertou a defesa e conseguiu reduzir a distância rival, anulando o ala-pivô Luis Scola. Após o intervalo, o Brasil era outra equipe em quadra. Vibrante a cada ataque convertido, a cada bola roubada, a cada lance de força, a Seleção "acuou" os jogadores argentinos e calou o Palau Sant Jordi.
Com Raulzinho entrando muito bem, Anderson Varejão atuando com raça, Nenê efetivo no ataque e atento na defesa, Marquinhos e Leandrinho afiados nos arremessos, a Seleção tomou conta do jogo.
Até o fim do último quarto, a cena vista era de uma Argentina nervosa, forçando arremessos, como quem não acreditava que os chutes certeiros da primeira parcial esgotaram se. E o Ginásio, novamente, calou.
Raulzinho cravou 21 pontos e Varejão conseguiu nove rebotes. Mas, mais importante que ambos foi o sempre carrasco do Brasil, Luis Scola, limitado a apenas nove pontos.
Esse foi o terceiro encontro entre os times em um 7 de setembro, dia da Independência do Brasil. Uma vitória verde e amarela no Pré-Olímpico de 2011 e um triunfo da Argentina e eliminação no Mundial de 2002.
Agora, a Seleção Brasileira pode sentir-se, finalmente, independente

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PRÓXIMO RIVAL
SÉRVIA BATE A SELEÇÃO GREGA


Antes do duelo Brasil x Argentina começar, o rival de uma das duas equipes já estava definido: seria a Sérvia. A forte equipe do leste europeu não deu chances à Grécia e venceu o confronto válido pelas oitavas de final com autoridade, por 90 a 72. Com a classificação, a Sérvia repetir á um duelo que já aconteceu pelo Grupo A da competição, com o Brasil. Na primeira fase, a vitória brasileira veio após um domínio completo dos dois primeiros quartos de jogo e um .apagão. no terceiro, por 81 a 73.






Brasil minimiza revanche em rivais

Apesar do clima nervoso em quadra, os jogadores brasileiros, logo após a vitória, trataram de minimizar o ar de revanche criado para o duelo contra a rotineira carrasca Argentina.
- Não viemos aqui só para ganhar da Argentina. Nosso objetivo é muito maior. Hoje, vamos curtir essa vitória que nos coloca entre os oito melhores do Mundial. Mas a partir de amanhã vamos pensar na Sérvia - disse Raulzinho Neto. Essa foi o primeiro triunfo do Brasil sobre os adversários, em Mundiais, desde 1967.
- É um momento de muita felicidade e o grupo todo está de parabéns pela excelente apresentação - completou Neto. Já Magnano tratou de analisar os rivais da próxima fase, a Sérvia, tentando não pensar na vitória obtida na primeira fase.
- A Sérvia é uma grande seleção e não podemos imaginar que ganharemos novamente. Precisamos jogar muito - disse.

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