São Paulo - Sem contar com Janeth, o Brasil ganhou o título do Sul-Americano de Basquete Feminino do Equador e levou o bronze no Pan de Santo Domingo. No entanto, com sua principal estrela em quadra, além de ter garantido a classificação para os Jogos de Atenas-2004 ao vencer Cuba domingo, por 90 a 81, o time também aprimorou seu ataque.
Janeth, eleita a MVP (Most Valuable Player) do Pré-Olímpico de Culiacan (México), foi a cestinha do time nos momentos decisivos.
Contra o Canadá, pela semifinal, no sábado, a ala marcou 31 pontos, e o Brasil venceu por 71 a 65. No confronto final, contra as cubanas, ela voltou a se destacar e contribuiu com mais 23 pontos para a vitória do time nacional.
Esses números também a colocaram em segundo lugar entre as cestinhas do evento, com média de 24,3 pontos por partida.
''É gratificante contribuir com minha experiência para manter o Brasil entre as melhores equipes do mundo'', comemorou Janeth.
A brasileira só foi superada entre as cestinhas por Juana Duran, praticamente a única opção de ataque da República Dominicana o time ficou em último lugar.
A ala, que atuou pelo Houston na última temporada da WNBA, foi responsável por 25,7% dos pontos conseguidos pelo Brasil em Culiacan. Com ela, a equipe brasileira conseguiu a média de 94,3 pontos por partida.
Para efeito de comparação, no Sul-Americano de Loja, o time marcou 95,8 pontos por jogo.
Mas naquela competição, a equipe dirigida pelo técnico Antonio Carlos Barbosa enfrentou adversários tecnicamente inferiores, como Peru e Equador.
Considerando só os rivais que também se classificaram para o Pré-Olímpico (Chile e Argentina), o ataque nacional foi menos produtivo: 87 pontos por confronto.
Contra esses países, a defesa tomou 60 pontos, em média, no Sul-Americano. No Pré-Olímpico, o time levou 61 pontos por duelo.
A diferença também é gritante em relação ao Pan. Contra os mesmos times que participaram do Pré-Olímpico, o Brasil marcou, na República Dominicana, 77,2 pontos. Ou seja, 17,1 pontos a menos do que em Culiacan.
Com a classificação olímpica, o Brasil terá um desafio extra no ano que vem: manter-se no pódio. Nas duas últimas Olimpíadas a seleção feminina conquistou medalha. Em Atlanta-1996 ficou com a prata e, em Sydney-2000, terminou na terceira colocação.
''Agora, vamos iniciar a preparação para buscar mais uma medalha olímpica'', diz Barbosa.

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