São Paulo - O treinamento olímpico da seleção feminina de basquete é também um reencontro entre as jogadoras brasileiras, a maioria vivendo na Europa. Das 17 atletas convocadas pelo técnico Antônio Carlos Barbosa dez terminaram a temporada na Europa. A pivô Alessandra, de 30 anos e 1,98 m, atendeu o celular falando em italiano, na volta do treino da seleção, ontem, em São Paulo. ''É minha amiga Carlota'', avisa, da Itália. Renovou contrato com Veneza, mora a oito quilômetros, em Fávaro Venetto, onde também treina. Já morou e jogou em Messina e Como, na Itália, e também na Iugoslávia e Hungria. Está na Europa desde 1997.
O técnico terá o grupo completo, em quadra, a partir de quarta-feira, quando as seis jogadoras, incluindo a ala Janeth, que estava na decisão do Campeonato Paulista, estarão integradas ao grupo. ''O entrosamento não será problema. Quero um equilíbrio entre treino, descanso e jogos'', acentua Barbosa, que terá um mês e meio de preparação com o grupo completo até a estréia na Olimpíada, dia 14 de agosto, contra o Japão.
Em função da saída das brasileiras para o exterior, um fenômeno que vem se multiplicando nos últimos anos, por causa da valorização do Euro diante do Real e dos poucos patrocinadores e clubes do basquete nacional, em 2000, na preparação para Sydney, o técnico teve o grupo completo por um tempo menor ainda.
A passagem pela Europa também serviu para dar maturidade a algumas jogadoras mais jovens, como Iziane, de 22 anos, que está fora desde 2001, já passou pela Europa e pela WNBA. Fez a pré-temporada com o Phoenix Mercury, mas reinscidiu seu contrato com a equipe da liga americana. ''Ela voltou amadurecida, com um basquete mais consistente'', afirma Barbosa.

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