Londres - Em quatro jogos, quatro derrotas. A seleção brasileira feminina de basquete sofreu novo revés na Olimpíada de Londres e, após perder ontem para o Canadá por 79 a 73, está eliminada do torneio. Agora, precisa vencer a Grã-Bretanha, neste domingo, para não terminar com a pior campanha de sua história. Em Pequim, há quatro anos, a equipe foi a 11 colocada entre as 12 participantes.
Mas um futuro menos melancólico já está sendo construído em Londres, pelo menos nas palavras do técnico Luis Cláudio Tarallo O treinador, que deve ser mantido no cargo até os Jogos do Rio, em 2016, já começa a buscar subsídios para que o basquete feminino brasileiro tenha melhores resultados daqui a quatro anos.
''Quando me chamaram para a seleção, foi para fazer um processo de renovação. Estou fazendo aqui uma pesquisa com todos os técnicos para saber o tempo de preparação de cada um, quantos times existem nas ligas de seus países, quantas jogadoras tem idade para estar em 2016'', afirmou Tarallo.
Hortência Marcari, diretora da seleção feminina, já afirmou que 2012 não marcava o fim de um trabalho, mas o começo de um novo momento para a equipe. Cinco das 11 atletas em Londres (Karla, Chuca, Silvia Gustavo, Adrianinha e Érika) têm mais de 30 anos e algumas delas não devem chegar a 2016. Tarallo, que levou o time Sub-19 ao terceiro lugar do Mundial do Chile, no ano passado, apostará em nomes como o da ala/pivô Damiris, da pivô Clarissa (que nesta sexta-feira marcou 21 pontos e apanhou 10 rebotes) e da armadora Tássia.

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