Basquete feminino estreia diante da poderosa República Checa
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sexta-feira, 26 de setembro de 2014
Agência Estado 
Ancara, Turquia - A seleção brasileira feminina de basquete estreia neste sábado no Mundial da Turquia. E, logo de cara, a adversária será a República Checa, atual vice-campeã do torneio e uma das favoritas ao título novamente. Ao invés de lamentar a dificuldade que terá pela frente na primeira partida, o técnico Luiz Augusto Zanon exaltou o lado positivo e apontou que suas comandadas entrarão "sem pressão" em quadra - o jogo em Ancara começa às 15h15 (horário de Brasília).
"Nosso pensamento está com a República Checa, só estamos falando e treinando para isso. O resultado desse jogo pode influenciar positiva ou negativamente. Estamos simulando situações de jogo e assistindo a vídeos, mas vamos entrar sem a pressão, apenas buscando fazer um bom jogo. Este é um grupo extremamente novo, mas que tem evoluído muito. O que eu mais quero é que elas joguem no seu limite", declarou o treinador do Brasil.
Zanon sabe que uma vitória sobre as checas seria um resultado surpreendente, até pela juventude do grupo brasileiro, que passa por renovação e tem média de idade de 25 anos. A pivô Nádia, por exemplo, tem exatamente 25 anos. Ela disputará seu primeiro Mundial na carreira, assim como outra oito das 12 jogadoras convocadas (as exceções são Adrianinha, Érika e Damiris).
"Estou muito feliz com a oportunidade de disputar um Mundial. É tudo novo para mim. Estou com a expectativa muito grande de realizarmos um grande campeonato. Somos muito jovens, o que facilita na hora de buscar a alegria em quadra que o técnico pediu para mostrarmos. O título está um pouco longe, mas estar entre os quatro, cinco melhores, acredito que é possível. O Brasil tem muita chance de chegar lá, mas vai depender de nós mesmas", comentou Nádia.
Apesar da juventude, Nádia tem se estabelecido como uma das líderes do elenco por conta de sua experiência na WNBA, a badalada liga norte-americana de basquete. "Foi uma experiência muito boa essa temporada no Atlanta Dream. Treinei com jogadoras da seleção americana e com técnicos que foram grandes nomes do basquete", contou a pivô, uma das três brasileiras que jogam atualmente nos Estados Unidos - as outras são Érika e Damiris.


