Basquete feminino de Americana pode ser extinto
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sexta-feira, 04 de fevereiro de 2005
Agência Estado 
Americana - O projeto de sete anos com o basquete feminino de Americana está ameaçado. A Unimed local retirou o patrocínio do time principal, anunciando uma redução dos recursos para 20% do que aplicava. Com isso, pode manter as escolinhas e as categorias menores, de mini a juvenil, com cerca de 500 meninas. Mas o técnico Paulo Bassul, assim como várias das jogadoras de nível de seleção, como as alas Silvinha, Cíntia e Líliam, e as pivôs Geisa e Ega, perdem o emprego.
Ontem, Bassul disse que o time teria de encontrar outro patrocinador até dia 14, quando as equipes têm de se inscrever no Campeonato Paulista. ''A Prefeitura está ajudando, as jogadoras fazendo de tudo em busca de um patrocínio e ainda esperam uma solução'', disse Bassul. Sem patrocínio, Americana, o único time que rivalizava com Ourinhos, acaba. ''É um projeto feitinho, que nos últimos quatro disputou todas as finais realizadas.''
O basquete feminino sofre um êxodo assustador (das 12 atletas da seleção, 8 estão no exterior) e equipes sem patrocinadores, fracas tecnicamente. Bassul diz ''que não é hora de achar culpados, mas o basquete feminino precisa ser repensado em busca de soluções''.
No Campeonato Nacional encerrado em janeiro a equipe de Americana terminou em segundo lugar, após perder a final para Ourinhos. Em 2003, a equipe conquistou o título contra o mesmo adversário.


