São Paulo - Atrás de um título inédito, a seleção feminina de basquete inicia hoje, contra o Chile, sua participação no Pré-Olímpico de Culiacan, no México.
A melhor colocação do país na competição foi o vice-campeonato, em 1999. Em cinco participações, o país ficou três vezes fora da Olimpíada (1980, 84 e 88) e se classificou em 1992 e 99.
Para garantir vaga em Atenas-2004, o Brasil precisa vencer o torneio, que não terá a participação dos EUA, campeões mundiais. ''Nossos maiores rivais são Cuba e Canadá. Sem menosprezar ninguém, sabemos que o nível dos outros está bem abaixo'', diz o técnico Antonio Carlos Barbosa, que terá o time completo no México.
Verdade. Porém a equipe brasileira decepcionou no último torneio em que contou com suas principais atletas. Candidato ao pódio, o Brasil ficou em sétimo lugar no Mundial da China-2002.
Preocupado com a situação, o presidente da Confederação Brasileira de Basquete, Gerasime Bozikis, o Grego, foi incisivo na apresentação do grupo, em junho.
''Tem que ganhar (a vaga olímpica). Se não ganhar, não precisa nem voltar ao Brasil'', afirmou.
No Grupo A, o Brasil irá duelar apenas com Chile (à meia-noite de hoje, de Brasília) e México. No Grupo B aparecem Canadá, Cuba, Argentina e República Dominicana. ''Nossos primeiros jogos servirão para arrumarmos a equipe para a semifinal'', conta Barbosa.
Para carimbar o passaporte para a Grécia, entretanto, a seleção deve pegar Cuba ou Canadá na semifinal, no sábado, e em uma eventual decisão, no domingo.
Para a principal competição da seleção neste ano, o time ganhou os reforços de Helen, Janeth, Iziane e Erika. As três primeiras estavam na WNBA. Erika disputou o Mundial sub-21 da Croácia o Brasil ficou em segundo lugar.
''Elas são um grande reforço. Mas chegaram em condições desiguais'', preocupa-se o treinador.
Em compensação, Barbosa perdeu, em 2003, Adriana e Claudinha, que anunciaram que não jogarão mais pela equipe brasileira, e Silvinha, que pediu dispensa.

mockup