Londres - A longa caminhada da seleção masculina de basquete de volta aos Jogos Olímpicos termina, efetivamente, às 7h15 (de Brasília) deste domingo, quando a equipe liderada por Rubén Magnano entra na quadra da Arena de Basquete para enfrentar a Austrália. Em Estrasburgo, na França, há uma semana, os brasileiros derrotaram os australianos por 87 a 71.
A expectativa brasileira pela estreia não se justifica apenas pelos 16 anos longe do torneio - a última participação do País ocorreu nos Jogos de Atlanta, em 1996. Com todos os seus principais jogadores em quadra, o Brasil já é visto pelas principais seleções do mundo como um rival em potencial na briga por uma medalha olímpica.
Magnano, que conquistou o ouro com a Argentina nos Jogos de Atenas, em 2004, sempre fez questão de alimentar o desejo de uma medalha em seus comandados. Afinal, seu país natal mostrou que derrotar os ''grandes'' não é um sonho. Os argentinos, para chegar àquela decisão, venceram os EUA na semifinal.
Graças à presença de atletas como Anderson Varejão, Nenê Hilário, Tiago Splitter, que colocam o garrafão brasileiro como um dos mais fortes do mundo, e a mentalidade defensiva implantada por Magnano desde o Mundial da Turquia, em 2010, o Brasil ganhou o respeito dos rivais.
''E nós temos que ser muito inteligentes para pegar esse tipo de informação. Tomar cuidado para que não alimente o ego, nem nos dê confiança excessiva'', afirma o técnico brasileiro. Magnano também acha que os jogadores brasileiros passaram por dias de ansiedade, por motivos óbvios. ''Estamos tratando isso constantemente. Temos que ficar calmos, tranquilos, que essa ansiedade vai diminuindo no dia a dia.''
Para o técnico dos EUA, Mike Krzyzewski, o Brasil é candidato ao pódio. ''Eu adoro o time brasileiro. É uma grande combinação de homens grandes em um excelente trabalho no garrafão. E o técnico Magnano é um dos melhores do mundo. Tê-lo como técnico de seu país trouxe um grande salto de qualidade para a seleção'', afirmou o treinador americano. Kobe Bryant, astro do Los Angeles Lakers, seguiu nos elogios.
''Definitivamente, o Brasil briga por medalhas. Hoje, é um dos melhores times do mundo. Os jogadores acreditam que podem ganhar, o que faz do Brasil um adversário muito difícil.''
Na última semana antes da estreia, o Brasil realizou, quinta-feira, um jogo-treino contra a Tunísia, em Londres. Na vitória por 87 a 54, todos os 12 jogadores entraram em quadra, para alívio do treinador.
Leandrinho estava com um problema na mão e Marcelinho Huertas, com uma infecção no pé. ''É jogar ou jogar, não há outra opção'', disse Magnano.

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