Basquete do Paraná sofre com amadorismo
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quarta-feira, 03 de outubro de 2001
Guilherme Gouveia<br> De Londrina 
O fraco nível do Campeonato Paranaense de Basquetebol de 2001 reflete as péssimas condições financeiras da Federação Paranaense de Basquetebol (CPB), que vive um dos piores momentos de sua história.
A FPB conta apenas com a anuidade dos seus filiados como fonte de renda para realizar suas atividades. O órgão não dispõe de qualquer tipo de ajuda financeira dos governos municipal, estadual ou federal. Depois do rompimento do contrato de patrocínio da Caixa Econômica Federal com a Federação Brasileira de Basquetebol, que previa um repasse de verbas para as federações estaduais, a FPB enfrenta dificuldades, tendo que se contentar com pouco mais de R$ 2,5 mil ao mês, recurso proveniente do pagamentos da anuidade dos 38 filiados da entidade. A análise da atual situação é do presidente da federação, Rubens Marchand, que foi eleito para o cargo esse ano.
O Campeonato Paranaense conta na fase final com apenas quatro equipes, somente uma delas com patrocínio da iniciativa privada. O Londrina Basquete Clube/Sercomtel é a única equipe que mantém um esquema profissional e disputa a Liga Nacional há seis anos. ''As outras equipes - Foz, Maringá e Umuarama - têm que se contentar com o dinheiro vindo das prefeituras. O esquema é semi-profissional'', disse.
Segundo Marchand, 72 anos e ex-jogador, a federação ''infelizmente'' não tem condições financeiras de auxiliar os clubes a melhorar suas estruturas e contratar jogadores. ''Cada clube tem que procurar por si próprio investimentos e parcerias'', sentenciou. ''Quem ajuda a federação?'', completou.
A fraca cobertura que a mídia, principalmente a televisão, disponibiliza para o esporte é um dos fatores que, segundo o presidente, contribuem para o pouco interesse de patrocinadores. ''As empresas querem um retorno imediato de seus investimentos. O vôlei aparece bem porque recebe um forte apoio e patrocínio do Banco do Brasil. O futsal está se firmando agora devido à paixão que o brasileiro tem pelo futebol'', analisou.
A Paraná Esporte, órgão do governo do Estado responsável em gerenciar os esportes amadores, não tem condições de ajudar a CPB, conforme análise do presidente. ''O governo está quebrado e tem outras prioridades, como a realização dos Jogos da Juventude e dos Jogos Abertos, que são competições oficiais do Estado''.
Só esse ano a federação realizou 14 campeonatos masculino e feminino em diversas categorias. ''Só com medalhas para essas competições nós gastamos mais de R$ 1,4 mil, sem contar os troféus para a fase final do paranaense adulto, que ainda não compramos'', disse.


