Agência Estado
A seleção brasileira de basquete entra em quadra hoje às 18h30 - horário de Brasília - para enfrentar a uruguaia no Pré-Olímpico de Porto Rico, com o pensamento distante de Sidney e propósitos de mais curto prazo: preparar-se para o Pan-Americano. ‘‘O trabalho tem de continuar, porque dia 30 iniciamos nossa participação nos Jogos’’, disse o técnico do Brasil, Hélio Rubens, depois da derrota por 20 pontos para o Canadá que deixou o País longe da disputa por uma das duas vagas para a Olimpíada.
Treinadores e jogadores de outras gerações concordam com a necessidade de continuidade para que o trabalho de Rubens surta efeito. Discordam, entretanto, dos motivos que deixaram o basquete nacional longe do torneio olímpico. ‘‘A equipe ainda está em fase de transição’’, disse o ex-jogador Ubiratan Maciel. ‘‘Temos de encarar o fato e não arrumar desculpa’’, afirmou o técnico Edvar Simões. ‘‘Os jogadores que estão lá não são jovens.’
Para Simões, faltou ao basquete nacional uma preparação de longo prazo e uma transição menos abrupta entre uma e outra gerações. ‘‘Houve um período fechado em um único grupo e depois todos saíram de uma vez.’ Ele defende que sejam adotadas medidas que fortaleçam a formação de atletas nos clubes, como a limitação para a contratação de jogadores estrangeiros. ‘‘O que eu teria para dizer hoje, disse dez anos atrás.’
O técnico e ex-jogador Marcel de Souza (foto) não crê que se possa atribuir à falta de experiência dos jogadores a fase atual do basquete. ‘‘É uma geração em entressafra.’
Os outros jogos marcados para hoje, a partir das 16 horas, são os seguintes: República Dominicana x Argentina, Canadá x Porto Rico e Estados Unidos x Venezuela.

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