Basquete continua mergulhado na crise
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 28 de março de 2005
Gilmar Agassi<br> Reportagem Local 
A semana não poderia ter começado de forma mais desastrosa para o Londrina/TIM. Os jogadores, comissão técnica e funcionários do clube, que estão há mais de 70 dias sem receber salários, receberam com indignação a informação de que a greve dos funcionários públicos municipais foi mantida, após assembléia geral dos servidores realizada ontem pela manhã.
Com os serviços municipais paralisados, não existe previsão para a Fundação de Esportes de Londrina (FEL) repassar a primeira parcela do Fundo Municipal de Incentivo a Projetos Esportivos, no valor de R$ 78 mil, que serviria para amenizar os problemas financeiros do Londrina Basquete Clube (LBC). Na semana passada, o presidente da FEL, Marival Antônio Mazzio, adiantou que não existe a possibilidade do repasse ser efetuado, enquanto os servidores não retornarem ao trabalho.
O diretor-técnico do Londrina/TIM, Vinícius Fontana Panerari, resumiu o sentimento de todos no clube. ''Foi uma ducha de água fria.'' Ele observou que os jogadores estavam mais animados com a possibilidade de receberem uma parte dos salários atrasados durante a semana. ''Recebemos a notícia com muita preocupação'', completou.
Questionado pela reportagem, Panerari confirmou que as duas derrotas do final de semana para Telemar e Paulistano refletem o momento conturbado do clube. ''Os jogadores estão desanimados. Eles não estão conseguindo separar os problemas que enfrentam fora de quadra do jogo'', lamentou.
O ala Eduardo, que estava em Apucarana, foi informado pela reportagem da continuidade da greve. ''Nós esperávamos que a greve terminasse. Não dá para negar que o rendimento em quadra está sendo prejudicado. Isso está evidente no semblante de cada jogador'', afirmou.
O Londrina/TIM volta a jogar na quinta-feira contra o Joinville, em Santa Catarina, pelo Campeonato Nacional de Basquete Masculino.


