São Paulo, 07 (AE) - A organização das jogadoras, técnicos e dirigentes dos clubes do basquete feminino brasileiro é a responsável, em grande parte, por tornar realidade a segunda edição do Campeonato Nacional de Basquete que começa amanhã, com quatro jogos. A técnica Maria Helena Cardoso, que dirige o campeão paulista BCN/Osasco, analisa e conclui que as entidades dirigentes do esporte - Federação Paulista e Confederação Brasileira - foram as que menos fizeram para tudo dar certo. Apesar disso, Maria Helena acha que o campeonato será empolgante e competitivo, um sucesso, inclusive de público.
Mas ressalta que isso, "graças ao fantástico poder de superar obstáculos" que tem a comunidade do basquete feminino. "Quando tudo parece estar no fundo do poço o basquete feminino renasce, pelo esforço das próprias jogadoras e dirigentes de clube", afirma. "No fim, vamos ter equilíbrio e bons jogos."
Apenas duas das oito equipes que disputaram o Nacional no ano passado continuam na competição, com o mesmo nome ou na mesma cidade. É o caso do BCN e da Arcor/Santo André. O BCN, da estrela do campeonato Paula, estréia em casa. Joga, às 20 horas, no ginásio Prof. José Liberatti, contra o Sport/Emulsão Scott (que tem seis ex-jogadoras de Osasco). Paula, que não disputou o Campeonato Paulista por causa do ranking, volta para a alegria do público e vai atuar como armadora-ala ao lado de Claudinha
O BCN é um dos favoritos, ao lado da equipe de Santo André que viajou para enfrentar o Botafogo (time de Ourinhos "emprestado" ao Rio), às 21 horas, no jogo que a Globosat/SporTV mostra ao vivo. O terceiro candidato ao título é o Paraná Basquete, que estréia às 20 horas, em São Caetano do Sul contra o Santa Maria. No mesmo horário, Toledo e Vasto Verde/Irmãos Zen (SC) jogam em Araçatuba.
Os problemas para montar o Campeonato Nacional foram muitos. Apenas para lembrar, várias jogadoras da seleção, como Adriana e Roseli e da importância da pivô Karina estavam desempregadas até a semana passada. Adriana e Karina, mais Branca - sem clube há oito meses -, foram parar no Sport, de Recife, por ação de um agente. Roseli foi contratada pelo Toledo, na última hora - o nome da jogadora nem consta da listagem distribuída. Além do mais, o Araçatuba só ganhou a vaga porque a Uniban/São Bernardo se desfez. Jogadoras da seleção, como as pivôs Alessandra, Cíntia Tuiu e Leila estão atuando na Europa.
Assim, as 14 rodadas do turno e returno devem servir para que times, montados à última hora, adquiram entrosamento e a disputa deve ser mais acirrada nos playoffs.

mockup