Basquete brasileiro enfrenta Austrália
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quinta-feira, 26 de agosto de 2004
Agência Folha 
Atenas - Até agora tudo saiu como o planejado para a seleção brasileira no torneio feminino de basquete em Atenas: não cruzar com os Estados Unidos até em uma possível final. Hoje, às 10h45 (horário de Brasília), é a vez de jogar novamente contra a Austrália, seleção cujo estilo se encaixa mais com o do Brasil entre as semifinalistas. Antes, às 8h30, a Rússia e as norte-americanas se enfrentam pela outra vaga na decisão.
Brasil e Austrália costumam fazer duelos equilibrados no basquete feminino. A derrota brasileira por 84 a 66, no encerramento da primeira fase destoou do histórico do duelo, mas foi por um bom motivo.
Com a derrota para a Rússia, a chance de terminar em primeiro no Grupo A fez água para o Brasil. Contra as australianas, a saída foi ''perder' para não terminar em segundo na chave e entrar na rota das americanas, como acontecerá com as russas hoje.
Outro retrospecto que o time feminino do Brasil defende no torneio é a sequência de medalhas, que vem desde Atlanta-96, com uma prata, e Sydney-00, com um bronze.
A preocupação do técnico Antônio Carlos Barbosa é uma possível acomodação após a vitória difícil de ontem contra a Espanha (67 a 63). ''Isso dá uma tranquilidade ao time, mas não pode causar acomodação. Vai ser um duelo difícil.''
A aposta do Brasil agora na fase de mata-mata é a experiente ala Janeth, 35 anos, quatro Olimpíadas, com mais de 500 pontos no currículo. ''Gosto de jogos decisivos como o de ontem contra a Espanha. Agora, daqui para frente, tudo será decisão'', diz a jogadora.
''Que bom que estou brigando por mais um pódio, e estou confiante. Mas já falei para as meninas para não me pedirem para ir a Pequim-2008'', finalizou Janeth.


