Depois de mais de sete anos sem representante em uma edição do NBB (Novo Basquete Brasil), Londrina inicia no próximo fim de semana a busca pelo retorno à elite da modalidade no País. o Londrina Unicesumar Basketball estreia no domingo (4), às 11 horas, na Liga Ouro, divisão de acesso ao NBB, contra o Cerrado (DF), no ginásio de esportes do Colégio Mãe de Deus.

A última vez que uma equipe local disputou o NBB foi na temporada 2009/2010. Em seguida, o projeto de basquete foi desativado e retomado apenas em 2016, com o apoio da Associação Pé Vermelho de Esportes. No ano passado, o time foi vice-campeão da Taça Paraná, do Campeonato Paranaense e do Sul-Brasileiro.

Nove equipes disputam a primeira fase da Liga Ouro. Elas se enfrentam em turno e returno e as seis melhores avançam aos playoffs. As duas melhores vão direto para as semifinais, enquanto as outras quatro jogam um mata-mata para definir as duas restantes. Apenas o campeão se garante no NBB. O time de Londrina se prepara para encarar adversários tradicionais, como Corinthians e Macaé.

"Os atletas concordaram em vir antecipadamente para Londrina. Apesar de o projeto não estar fechado ainda, eles toparam se preparar nessa pré-temporada. O nosso time está bem mesclado, com três jogadores mais experientes e outros jovens que são promessas, querendo crescer", apontou o técnico Bruno Lopes, que, durante apresentação do time nesta terça-feira (27), cobrou apoio da cidade.

"É importante que o time tenha apoiadores que entrem em ação, que acompanhem a evolução da equipe, pois é um projeto em que vamos devagar, de degrau em degrau. Nós sabemos a dificuldade que é, pois são nove equipes para subir, equipes que já disputaram o NBB, como o Londrina, e que estão voltando com mais investimento. Porém, os meninos estão muito bem preparados para jogar de igual para igual, e vamos conseguir uma vaga no NBB novamente", comentou Lopes.

Além de novos patrocinadores, o time de basquete conta com o apoio do LEC e as camisas têm o escudo do Tubarão. "A parceria com o LEC era um sonho antigo. Quando eu era atleta ainda, em 2002, 2003, e a maior média de público era aqui na cidade, todo mundo falava: 'Por que a cidade não pode gritar 'Tubarão!' no Moringão também?'. Então era um sonho nosso, junto com o conselho. O (conselheiro do LEC) Walter Bittar encampou isso no Londrina, e o LEC acabou apostando. Colocou a gente no cenário nacional de novo, com uma força maior, que é o escudo do Londrina, o uniforme e a torcida também, apoiando o time no ginásio", explicou o técnico. (Colaborou Fábio Galão)

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