São Paulo - Esporte de alcance global, com estimados 250 milhões de praticantes e considerado "órfão" por uma das mais poderosas entidades esportivas do mundo. Esse é o perfil desenhado pela Federação Internacional de Basquete sobre o 3x3, também conhecido como street ou 21, um desdobramento informal do esporte da bola ao cesto que a Fiba pretende tornar olímpico nos Jogos do Rio, em 2016.
Uma estratégia agressiva da entidade, que tentar tirar o 3x3 do status de puro lazer para torná-lo uma modalidade formal, está em pleno curso. A entidade criou um circuito internacional para equipes e torneios para seleções com o intuito de atingir uma das regras fundamentais do Comitê Olímpico Internacional (COI): a universalidade.
O tempo urge. O programa dos Jogos do Rio será definido no 125.º congresso do COI, em Buenos Aires, daqui a um ano. Para a Fiba, o 3x3 entraria na Olimpíada de 2016 como um evento do basquete tradicional, assim como o vôlei de praia é para o vôlei de quadra.
"Na comunidade do basquete, o 3x3 sempre existiu de uma maneira informal, democrática. É o jogo que se vê entre amigos, em lugares como o Parque do Ibirapuera ou o Aterro do Flamengo", diz o ex-jogador Paulinho Villas Bôas, diretor de Relações Institucionais da Confederação Brasileira (CBB) e membro da Comissão do 3x3 da Fiba.
Afinal, são oito jogadores (cada equipe tem um reserva), meia quadra, uma cesta e 21 pontos, com o cronômetro rodando, no máximo, até dez minutos. É tudo o que se precisa para que um jogo do 3x3 aconteça.

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