Rio - Às vésperas dos Jogos Olímpicos de Londres, Mano Menezes adotou um discurso cauteloso e evitou fazer projeções ou promessas sobre as chances da seleção brasileira, que sonha com a inédita medalha de ouro. Mesmo cuidadoso, o treinador revelou que deverá usar a base dos últimos quatro amistosos para definir a equipe titular que estreará no torneio olímpico no dia 26 de julho, contra o Egito.
Com esta indicação, Mano deverá dar preferência a Oscar no meio-campo, em detrimento a Paulo Henrique Ganso. ''A ideia inicial é ter como equipe base, ao menos para os primeiros treinos, o time que disputou os amistosos. Mas não há garantias e nem se deve dá-las de forma antecipada em respeito aos demais que ambicionam as mesmas vagas (no time)'', afirmou o treinador.
Desta forma, o Brasil deverá ter Rômulo e Sandro ao lado de Oscar no meio, deixando Neymar, Leandro Damião e Hulk no ataque. Para o treinador, o atacante do Porto, que disputava uma vaga na cota acima de 23 anos com o zagueiro David Luiz, dará boa contribuição com sua experiência.
''Entendi que o ganho com um jogador mais experiente e mais forte do meio para frente seria maior'', argumentou Mano, que optou por Hulk por estar satisfeito com a defesa brasileira, com Juan ao lado de Thiago Silva. ''Gostei da produção do Juan, para fazer companhia ao Thiago''.
Apesar dos elogios individuais, o técnico evitou apontar um líder ou destaque do time, tratando de tirar a responsabilidade das costas de Neymar. ''Se tivermos uma seleção forte, alguém vai se sobressair. E temos jogadores capazes de se revezarem nesta situação para que a responsabilidade não recaía toda sobre apenas um jogador'', explicou.
Em relação ao primeiro duelo na Olimpíada, o treinador acredita que o Brasil terá mais trabalho na estreia por conhecer pouco a seleção do Egito. ''Eles são mais fortes na parte física. Não temos mais informações sobre eles. Falta parâmetro. Nos demais jogos, já teremos a observação das próprias partidas da Olimpíada (os outros rivais na primeira fase são Bielo-Rússia e Nova Zelândia)'', afirmou.
Para Mano, o favoritismo terá pouca influência no torneio olímpico. ''Uma competição curta como essa depende muito do momento, depende de boas escolhas, de confiança. Como exemplo, eu posso citar a Holanda, que chegou bem credenciada na Euro, mas não passou da primeira fase'', comparou. (A.E.)

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