Barthez chega ao 10º jogo em Copas sem sofrer gols
São Paulo - O goleiro francês Fabien Barthez atingiu na vitória por 1 a 0 contra Portugal a marca de dez jogos alternados sem levar gols em Mundiais, igualando o recorde do inglês Peter Shilton. Barthez não foi vazado em cinco partidas na Copa de 1998 quando foi campeão , além de uma em 2002 e outras quatro em 2006.
Em 1998, o atual goleiro do Olympique de Marselha manteve a meta ''invicta'' contra África do Sul (3 a 0) e Arábia Saudita (4 a 0), ambos na primeira fase, e Paraguai (1 a 0, oitavas), Itália (0 a 0, nas quartas) e Brasil (3 a 0, na final). Em 2002, quando a França foi eliminada na primeira fase, ele não sofreu gols no empate por 0 a 0 com o Uruguai. Na Copa-2006, Barthez também não foi vazado contra Suíça (0 a 0) e Togo (2 a 0), na primeira fase, e Brasil (1 a 0, nas quartas).
Com o desempenho neste Mundial, o goleiro francês já havia superado o alemão Sepp Maier (1974-1978) e os brasileiros Emerson Leão (1974-1978) e Cláudio Taffarel (1990-1998), que não levaram gol em oito de seus jogos em Copas.
O goleiro também se isolou ontem como recordista de jogos pela seleção francesa em Mundiais. Contra os portugueses, Barthez disputou seu 16º jogo em Copas do Mundo, superando Maxime Bossis, que jogou 15 vezes por seu país em três edições do torneio, em 1978, 1982 e 1986.
Além de Bossis, Lilian Thuram chegou ontem a 15 jogos pelo torneio. Barthez e Thuram estavam no time de 1998 que conquistou o inédito título mundial para a França na final contra o Brasil. Segundo a Federação Francesa de Futebol, Barthez estreou pela seleção de seu país em 1994, em vitória por 1 a 0 contra a Austrália. A partida de ontem foi a 86 do goleiro com a camisa da França.
Criança - ''É um sonho de criança'', disse o defensor francês Lilian Thuram após a vitória por 1 a 0 sobre Portugal, que levou a França à final da Copa do Mundo da Alemanha. ''Quando jogamos uma Copa do Mundo temos a impressão de que é um sonho de criança. Isto é a definição da felicidade. Não começamos jogando muito bem esta partida, mas no intervalo conversamos. Estávamos muito cansados, mas nos apoiamos na solidariedade''.
O volante Patrick Vieira, que fez 30 anos durante esta Copa, disse que teve medo de receber um cartão amarelo e ficar fora da final: ''Na segunda falta tive medo de que o árbitro mostrasse o cartão. Lutamos durante toda a partida. Não relaxamos nunca. Temos um bom time, fantástico, extraordinário, Espero que essa seja nossa segunda Copa''. (Das agências)





