Barros vibra com a boa fase na pista
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quinta-feira, 03 de agosto de 2000
Agência Estado De São Paulo 
O piloto Alexandre Barros (foto) jura que não foi premonição, mas conta que seu amigo de infância, Rubens Barrichello, lhe deu de presente, no início do ano, um pôster com a foto dele, Rubinho, no carro da Ferrari. Na dedicatória dizia: Vamos vencer juntos este ano. Coincidentemente, ambos quebraram nesta temporada um tabu de sete anos sem vitórias Alex Barros no Campeonato Mundial de Motociclismo 500 cc e Rubinho, na Fórmula 1. Foi uma mostra de confiança mútua, disse Alex, ao comentar a coincidência.
O motociclista venceu primeiro. Ganhou o Grande Prêmio da Holanda há pouco mais de um mês, e, depois o da Alemanha. A vitória de Barrichello, também na Alemanha, viria uma semana depois. Ainda não tive oportunidade de dar os parabéns; não vi a corrida do Rubinho, mas fiquei muito feliz com a vitória, afirmou o piloto, lembrando dos tempos de menino, quando um ia torcer pelo outro nas provas de kart e motos 50 cc em Interlagos.
Alex Barros está otimista quanto às possibilidades de conquistar o título da categoria este ano. Tenho condições de ganhar todas as seis corridas até o final da temporada, diz o piloto brasileiro da equipe Honda/Ponz. Entre as etapas restantes está a do Rio de Janeiro, que será disputada em 7 de outubro.
A confiança e a força para a virada na carreira, o piloto diz ter tirado das dificuldades que passou no início do ano. Alex Barros quase ficou sem equipe para esta temporada e só acertou contrato faltando um mês para a primeira etapa do Mundial. Agora é candidato ao título está na sexta posição na tabela de classificação com 104 pontos, a apenas 57 do líder, o norte-americano Kenny Roberts. Nas próximas seis etapas, 150 pontos estarão em disputa. Acho que a gente costuma crescer nas dificuldades, justificou o piloto. Depois do que passei, entrei de cabeça, decidido a conquistar todas as coisas que queria.
Sobre o futuro, ele espera continuar a sequência de vitórias para ser o ídolo que o motociclismo precisa para ganhar espaço no Brasil. Se conseguir ganhar títulos, acho que posso abrir portas para os brasileiros na categoria, assim como Émerson Fittipaldi fez com a Fórmula 1 e a Indy.


