Barros pensa no título de 2003
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domingo, 19 de janeiro de 2003
Agência Estado 
São Paulo - Todo início de temporada é a mesma coisa: Alexandre Barros diz que as coisas vão melhorar, que terá uma moto mais competitiva, que está mais próximo do antigo sonho de ser campeão do mundo. Desta vez, não é diferente. Mas desta vez parece que ele não está enganando nem sendo enganado.
Na temporada 2003 da MotoGP, que começa no dia 6 de abril, em Suzuka, no Japão, Alex terá uma moto de quatro tempos da Yamaha, sua nova equipe. Com a quatro tempos que a Honda lhe deu nas quatro últimas corridas do ano passado após penar na maior parte do campeonato com a de dois tempos , ele obteve duas vitórias, um segundo e um terceiro lugar.
A julgar por estes resultados, a perspectiva é boa. Mesmo levando-se em conta que agora todos os pilotos terão motos de quatro tempos, Alex está numa equipe boa, a Gauloises Yamaha, com a qual fez bons tempos nos primeiros testes. E o melhor: finalmente, na condição de primeiro piloto. Seu companheiro é o francês Olivier Jacque, típica escolha estratégica por ser da mesma nacionalidade do patrocinador.
''2003 será uma oportunidade de ouro para mim'', diz o piloto. A empolgação é grande. E é bom que Alex consiga dar vazão a ela rapidamente, porque os anos estão passando. ''O interesse da Yamaha de voltar a ser campeã é muito grande. E o meu também. Já estou com 32 anos.''
Apesar de mencionar a idade, garante que não vê o contrato recém-assinado de dois anos como a última chance de conquistar o título. E que tampouco isso significa que já tem outros planos em mente. ''Não estou pensando em nada. Hoje, não consigo me ver sem correr de moto.''
Aos 12 anos, Alex já dizia, numa entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, que queria ser campeão mundial. Ainda não chegou lá, mas já pode curtir as mordomias de primeiro piloto. Ao comentar a estrutura de que dispõe na Yamaha, contou que ''aparecem umas oito ou dez pessoas'' quando pára a moto.
Alex lembra que no início a equipe estava um pouco apreensiva por causa da saída do italiano Max Biaggi que foi ocupar o lugar do brasileiro na Honda. Mas que ganhou a confiança dos novos parceiros rapidamente. ''As informações que eu passei nos três primeiros treinos foram precisas e eles viram que não saíram perdendo.''
Sim, Alex está transpirando confiança e auto-estima. E louco para andar na frente do italiano Valentino Rossi, seu companheiro de Honda no ano passado, mas com uma moto tão superior que, além de ser campeão, dava-se ao luxo de brincar. ''Em muitas corridas ele colava em mim e não passava porque não queria. É um grande piloto, mas foi o título mais fácil dele.''


