Barros ainda não definiu futuro
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segunda-feira, 29 de dezembro de 2003
Agência Estado 
São Paulo - Alexandre Barros, único latino-americano no Mundial de MotoGP, quer começar o ano de 2004 com uma boa notícia: a troca da Yamaha pela Honda. A negociação caminha lenta, difícil, mas o piloto diz que está otimista. O contrato com a Yamaha só termina no final da temporada de 2004. ''A máquina não rendeu o que esperávamos, alguns pilotos se machucaram. Não tivemos um ano bom'', disse. Alexandre está descansando com a família e pretende só viajar para a Europa quando a situação estiver resolvida.
''Ainda não posso garantir nada. Minha vontade é voltar para a Honda que, em minha opinião, terá a moto para lutar pelo título, outra vez, no ano que vem''. Nesse caso, Barros deixaria a Fortuna Yamaha onde correria ao lado do italiano Marco Melandri e disputaria o próximo MotoGP pela Repsol Honda, tendo como companheiro de equipe o americano Nicky Hayden, quinto colocado no Mundial de 2003.
A grande mudança no motociclismo mundial para 2004 ficou por conta do tricampeão Valentino Rossi que trocou a equipe oficial da Honda pela Gauloises Yamaha por US$ 10 milhões. A Gauloises foi a equipe de Barros e Olivier Jacque em 2003. Jacque, decepcionado com os resultados técnicos, pediu para sair no final do campeonato e nem deverá correr no ano que vem. E Barros foi transferido para a Fortuna mas não quer ficar.
A Yamaha reestruturou todo seu departamento de competições para transformar o modelo YZR-M1 em uma máquina vencedora. O primeiro grande desafio da Yamaha e de Rossi será o teste coletivo previsto para o dia 24 de janeiro, em Sepang, na Malásia. Alexandre Barros, que ainda faz fisioterapia desde a operação no ombro, em novembro, não deverá testar em janeiro.
A Honda quer Alexandre Barros. O chefe de equipe Carlo Fiorani quer levar o piloto brasileiro para o lugar de Valentino Rossi e a oferta é tentadora. Barros teria nas mãos a mesma máquina que deu a Rossi o título de 2003. Mas a Yamaha não quer liberá-lo e há ainda problemas envolvendo patrocinadores.
A Repsol Honda, além do título de Rossi em 2003, também foi campeã por equipes somando 487 pontos contra 351 da Honda Pons e 305 da Ducati. Entre os construtores, em 2003, a Honda venceu com 395 pontos contra 225 da Ducati e 175 da Yamaha.
O Mundial de MotoGP de 2004 começa dia 18 de abril na África do Sul e terminará dia 31 de outubro, em Valência, Espanha. O GP do Brasil, em Jacarepaguá, foi antecipado e será disputado dia 4 de julho.


