Barros admite que não tem chance
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quarta-feira, 18 de setembro de 2002
Agência Estado 
Rio de Janeiro - O ''imprevisível'' e a esperança de um futuro melhor são as armas do piloto brasileiro Alexandre Barros, da West Honda Pons, em busca de uma vitória no Rio GP de Motovelocidade, sábado, no Autódromo Internacional Nélson Piquet, em Jacarepaguá. Mais cético do que em anos passados, o piloto brasileiro não escondeu que suas possibilidades de triunfo na disputa são remotas.
''Este ano está mais difícil. A pista do Rio é uma das que mais exige potência, o que favorece as motos com motor quatro tempos'', disse Barros. ''Aqui temos um longa reta. Nós que usamos equipamentos com motor de dois tempos poderíamos levar vantagem nas curvas lançadas, mas quem estiver à frente vai fazer de tudo para nos prejudicar.''
A possibilidade de chover durante a prova também não deixou Barros animado. De acordo com o piloto, em um traçado molhado, as motos de 990 cilindradas (cc) possuem melhor aderência se comparadas com as de 500cc.
Com tantos revéses, uma das preocupações de Barros ontem era a de explicar aos torcedores o porquê de um possível desempenho pífio. O piloto frisou que a torcida não pode ir ao autódromo iludida. ''O público só vai perceber a diferença na reta. Quando as motos de quatro tempos for nos deixando para trás'', brincou Barros, de 31 anos. ''Mas, uma corrida é sempre imprevisível, tudo pode acontecer e correr em casa é muito bom.''
Neste ano, os motores de 500cc serão aposentados da categoria. Por 53 anos, as motos de dois tempos dominaram a modalidade e, agora, foram substituídas pelas modernas máquinas de 990cc. Por causa das mudanças no regulamento, a categoria 500 cc teve seu nome trocado para Moto Grand Prix (MotoGP) em 2002.
Os treinos livres começam hoje.


