São Paulo, 28 (AE) - Rubens Barrichello embarca hoje à noite para a Europa, onde quarta-feira inicia os testes na sua nova equipe, a Ferrari. O primeiro treino do piloto está marcada para a pista de Fiorano, particular da escuderia, mas existe a possibilidade de ser transferido para Jerez de la Frontera, no sul da Espanha, caso neve novamente na região central da Itália, como na semana passada. "Estou ansioso para ver como é esse mundo novo", confessa Rubinho.
Depois de passar cinco dias descansando em Itaparica, na Bahia
o substituto de Eddie Irvine na Ferrari segue primeiro para a Inglaterra, onde ainda reside na Europa, em Cambridge, para apenas na terça-feira seguir para Maranello, sede do time italiano. Rubinho só retorna ao Brasil depois da segunda série de testes com a Ferrari, programada para Jerez, de 13 a 16. Nesse treinamento está prevista também a presença de Michael Schumacher.
Entre um teste e o outro, o ex-piloto da Stewart participa de uma prova beneficente de kart em Colônia, Alemanha, dia 4. A escuderia italiana não estará em Barcelona, de 8 a 11, junto da maioria dos outros times.
"Apesar da ansiedade em acelerar pela primeira vez um carro vencedor, estou tranquilo", contou Rubinho. "Não criei para mim mesmo uma expectativa muito grande." Ele está contente com o fato de trabalhar sozinho no circuito particular da Ferrari. "Receberei todas as atenções, o que no começo é ótimo."
A não ser quando visitou as instalações da equipe, dia 16, quase não houve contato entre o Rubinho e a direção da Ferrari. "Vou conhecê-los mesmo nessa viagem." Todos os treinamentos programados até 25 de janeiro serão ainda com o carro que deu à Ferrari o título de construtores este ano, o F399. O novo modelo
provavelmente F400, será apresentado nessa data em Fiorano.
Comenta-se na Europa que Jean Todt, diretor-esportivo, e Ross Brawn, diretor-técnico, planejam não confrontar o novo carro com o da concorrência antes do início do campeonato, como já ocorreu nos dois últimos anos. Dessa forma, Schumacher e Rubinho só treinariam em Fiorano e em Mugello, pistas da equipe.
A grande novidade da F400 será o motor, de dimensões bem mais reduzidas que o deste ano. "Se a política for mantida, é por que eles têm sua razões", comentou Rubinho. "A Ferrari é tão estruturada, dispõe de tantos recursos técnicos, que quando o carro vai para a pista já existe uma boa referência prévia do seu comportamento", diz. "Daí talvez não ser necessária a comparação inicial com os adversários.

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