Barrichello vai ter que aguentar
Como não poderia deixar de ser, o assunto da semana foi as trapalhadas de Rubens Barrichello nos três dias do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1. Se o piloto brasileiro já era motivo de chacotas para alguns, agora esta legião cresceu ainda mais, principalmente depois da corrida do último domingo, quando atropelou o alemão Ralf Schumacher na terceira volta da prova. Apesar do piloto da Ferrari achar que não teve culpa no acidente, é certo de que ele poderia evitá-lo. E a batida por trás na Williams do alemão deu o que falar.
A imprensa alemão passou a chamar o brasileiro de Rambochello e que o mesmo deveria voltar para uma auto-escola. Aqui no Brasil os piadistas de plantão não perdoaram. Rubinho não corre a próxima, em Ímola, porque está suspenso por ter entrado de carrinho por trás de Schumacher, disse um. Rubinho perdeu sete pontos na carteira após a barbeiragem de domingo, em Interlagos, observou outro. Teve gente que até mudou o sobrenome do piloto para Rubinho Bate-e-Quebra. E muito mais vai aparecer ainda.
Para quem acompanhou o final de semana do GP do Brasil, deu para sentir que Barrichello não estava nos sseus melhores dias. Na sexta-feira rodou e abandonou o treino mais cedo. No sábado, o sétimo tempo no grid não empolgou nem o vendedor de pipoca do autódromo. E no domingo, então, haja coração! O carro teve problemas na volta de apresentação e ele foi para a pista com o carro reserva. Deu três voltas e acertou a traseira do alemão Ralf Schumacher. Um final desemana para enfiar a cabeça no buraco. Resta saber como será sua reação daqui por diante. Mas que vai ter que aturar as gozações, isso vai.
Muito se falou sobre qual piloto brasileiro teria chances de fazer sucesso na Fórmula 1. Tempos atrás eu havia dito que o mineiro Cristiano da Matta seria um bom nome. Continuo achando. Apesar de não ter uma mídia forte como muitos pilotos por aí, o mineiro, veio comendo pelas beiradas em todas as categorias por que passaou, sempre mostrando muita categoria. Sua explosão aconteceu no ano passado, quando venceu uma etapa da Indy pela pequena equipe PPI Motorsport, em Chicago. Sua boa performance lhe valeu uma vaga na equipe Newman-Haas, uma das maiores dos Estados Unidos. Da Matta já venceu a prova de estréia, em Monterrey, no México, e vamos ver seu desempenho hoje, em Long Beach. Mas que não deixa de ser um bom nome para a Fórmula 1, não deixa.
- No meu comentário do último domingo (dia 1º de abril), disse que Londrina não teria nenhuma prova de Stock Car este ano ao passo que o autódromo de Pinhais sediaria três corridas (nada contra isso). E que nossos dirigentes Automóvel Clube, Fundação de Esportes e Federação Paranaense de Automobilismo teriam que se mobilizar para tentar trazer uma etapa para Londrina. Na última quinta-feira recebi um fax do gabinete do deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), cópia de um requerimento enviado a Walter Wieland, presidente da General Motors do Brasil e a Confederação Brasileira de Automobilismo. Esperamos que a resposta seja positiva, afinal, de 12 etapas, não custa nada ter uma aqui.





