Monza - Com chances apenas matemáticas de ser campeão, Rubens Barrichello afirmou ontem, no próprio site oficial da Ferrari, que ajudará o companheiro de equipe, Michael Schumacher, no GP da Itália, domingo em Monza, antepenúltima etapa do campeonato.
''Trabalho, claro, para a Ferrari e auxiliando-a provavelmente darei uma mão também para o Michael'', disse o brasileiro. Schumacher lidera o Mundial com 72 pontos, seguido por Juan Pablo Montoya (Willliams), que tem 71, e Kimi Raikkonen (McLaren), com 70. Rubinho, sexto colocado, tem 49 pontos.
Ainda que as três escuderias que lutam para seus pilotos ficarem com o título neguem, não existe a menor dúvida de que, podendo, não só Barrichello como Ralf Schumacher, na Williams, e David Coulthard, McLaren, irão facilitar as coisas para seus parceiros. Restando apenas o GP da Itália e depois dos Estados Unidos, no dia 28, e do Japão, em 12 de outubro, cada ponto somado pode definir a conquista, em especial agora, com o novo critério de pontuação, em que a diferença entre o vencedor e o segundo colocado é de somente dois pontos.
Pneus Ontem, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) procurou acalmar os ânimos de quem achava que a classificação final da prova de Monza não seria oficializada por causa da polêmica dos pneus. Segunda-feira, em Londres, Charlie Whiting, delegado da FIA, reuniu-se com Frank Williams e Patrick Head, da Williams, Ron Dennis e Martin Whitmarsh, da McLaren, e Pierre Dupasquier, diretor da Michelin.
Whiting recebeu os novos pneus franceses utilizados nos testes de Monza, semana passada, depois de empregados pelos dois times. Foi a partir da verificação da largura desses pneus usados que a FIA emitiu um comunicado, ontem, declarando-os legais.
''A FIA analisou os pneus antes e depois de serem usados. O nosso departamento técnico concluiu que eles cumprem o regulamento da Fórmula 1 se forem utilizados da mesma forma em Monza.''
A largura máxima da banda de rodagem, porção do pneu que fica em contato com o solo, dos pneus dianteiros é de 270 milímetros. Os da marca Michelin chegaram a ganhar até 16 milímetros a mais depois de algumas voltas, segundo acusação formal da Ferrari à FIA.
Mundial paralelo Ontem, o diretor do banco alemão Bayerische Landsbank, Werner Schmidt, afirmou que está próximo o dia de um acordo entre as montadoras que investem na Fórmula 1 e os bancos que são sócios da Slec, holding que detém os direitos de explorar comercialmente a competição.
Atualmente, Bernie Ecclestone tem 25% da Slec, enquanto outros três bancos detêm os 75% restantes: o próprio Bayerische LandsBank, o American JP Morgan e o Lehman Brothers.
Se, de fato, Daimler-Chrysler, BMW, Renault, Fiat e Ford, criadoras da Grand Prix World Championship (GPWC), adquirirem parte desses bancos na Slec, a ameaça de organizar um campeonato paralelo a partir de 2008 deixa de existir. Motivo: elas passarão a distribuir melhor os cerca de US$ 600 milhões arrecadados por ano pela holding, razão maior da ameaça de abandonar a Fórmula 1.

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