Barrichello usa até código morse
Às vésperas de se tornar o brasileiro que mais correu na F-1, Rubens Barrichello viveu experiências inéditas em Montréal. Para começar, largou dos boxes - na tentativa de tirar alguma vantagem do fato de estar em último no grid - e no pit, pôde abastecer assim que as luzes de largada apagaram. E, a partir da primeira volta, uma pane no rádio impediu que a equipe o ouvisse.
''Foi uma corrida histórica porque larguei dos boxes pela primeira vez e ainda tive que trabalhar com código morse. A equipe não me ouvia, mas sabia quando eu acionava o botão do rádio. Então eles me perguntavam as coisas e eu apertava o botão uma vez para ''sim' e duas vezes para ''não''', declarou o brasileiro.
O GP do Canadá foi o 203º de sua carreira. Em Indianápolis, no próximo final de semana, ele empatará com Nelson Piquet, até hoje o brasileiro que mais correu na categoria. Barrichello ainda chegou ao 60º pódio, também igualando o campeão de 81, 83 e 87. Na história, apenas Michael Schumacher (138 pódios), Alain Prost (106) e Ayrton Senna (80) conquistaram mais troféus. ''O sábado foi um dia horrível, mas não reclamei de nada e tive sorte na corrida. Nada como um dia após o outro.''





