A Stewart Ford fez mais um teste ontem, visando melhorar a performance do motor Ford Cosworth para as próximas etapas do Campeonato Mundial de Fórmula 1. As quebras inesperadas em Silverstone no GP da Inglaterra (cinco motores), deixaram os engenheiros bastante preocupados. ‘‘Não esperávamos por estas quebras, mas em compensação o Project 7 que equipou o carro do Jan (Magnussen) aguentou mais de 50 voltas na prova’’, argumentou com bastante otimismo Martin Witaker, diretor da Ford Motorsport Européia.
Na verdade não é só atrás da durabilidade do motor que a Stewart Ford marcou testes para os motores da versão P7. A equipe vai continuar trabalhando em regime de giro alto para garantir a melhora anunciada da potência, estimada em mais 25 cavalos em relação ao P6. Entre as próximas etapas do Mundial, a Fórmula 1 corre em três pistas de alta velocidade, como Hockenheim na Alemanha, Spa na Bélgica e Monza na Itália.
Foi com a versão P7 que Barrichello andou ontem, dando 58 voltas com o carro em condições de corrida, isto é, com o tanque de combustível cheio. A média dos tempos marcados por volta foi em torno 1 minuto e 25 segundos, quase dois segundos abaixo em relação aos outros testes realizados na pista. Sua melhor marca foi de 1min24s7. Barrichello elogiou também o acerto de chassi, que na corrida passada já mostrou estar bem ajustado nos trechos de curvas. O problema mesmo foi nas retas, pois o motor Ford não acompanha os carros da frente, como aconteceu com a Sauber. ‘‘O teste foi bom, andei forte com o carro e não tivemos problemas com o motor. Além do motor, o carro também está melhor em estabilidade nas curvas’’ - contou o piloto.

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