próximo à fábrica de Maranello", lembra Rubinho. "Estavam lá eu, o meu empresário (Frederico Della Nocce), o Todt e o Luca di Montezemolo (presidente da Ferrari), mas ele ficou pouco tempo." Montezemolo apenas cumprimentou o piloto e lhe desejou grande sorte. Rubinho estava visivelmente emocionado na hora da assinatura, comentou: "Tinha a certeza de estar fazendo a coisa mais certa do mundo. Minhas mãos tremiam", falou. Na hora lhe veio à mente o porquê de não ter levado uma caneta especial e depois guardá-la como recordação. "Como não a tinha, pedi ao Fred (frederico) a sua e mandei bala." Apesar da proximidade com a sede da Ferrari, a mítica Maranello, Rubinho ainda não visitou a fábrica. "Seria anti-profissional. Trabalho para a Stewart-Ford." Mas ele confirmou estar mantendo contatos permanentes com os projetistas da equipe italiana, Rory Byrne e Ross Brawn. "Diferentemente dos últimos pilotos da Ferrari, eu breco com o pé direito e isso condiciona uma série de alterações no carro que está sendo projetado", afirma. Nos testes que deverá fazer em dezembro, talvez ainda tenha de frear com o pé esquerdo, em razão do modelo ser o desta temporada. A relação entre ambos é, de qualquer forma, estreita. Rubinho até já recebeu uma cartilha. "Há nela uma coleção de perguntas embaraçosas, prováveis de serem feitas, e qual a sua melhor resposta."Por Livio Oricchio Monza, 09 (AE) - Passada a fase dos segredos, Rubens Barrichello contou hoje detalhes surpreendentes da sua contratação pela Ferrari, como por exemplo foi ele quem procurou a equipe italiana, ainda no Grande Prêmio do Brasil. "Eu perguntei ao Jean Todt (o diretor esportivo) se poderia lhe telefonar e ele disse que sim, tudo começou dessa forma." Pode parecer estranho, mas foi assim mesmo que o Brasil teve o seu primeiro piloto na escuderia mais famosa da fórmula-1, com ele se oferecendo para trabalhar. "Claro que se eu não tivesse feito nada nesta temporada, eles não me escolheriam", lembrou Barrichello. "O Jean Todt me deu o telefone do hotel em que estava, em São Paulo, e fui ciscar lá para saber se tinha chances." Como o dirigente já pretendia há quatro anos contratá-lo, o negócio ficou mais fácil. "Foi no fim de 1995, o Todt queria que eu fosse para a Ferrari e me pediu um prazo para costurar todo o processo", contou Rubinho. O diretor da Ferrari não lhe dava, contudo, 100% de possibilidades de contratação. "O Eddie Jordan, por sua vez, me deu um tempo para responder se eu continuaria na Jordan", contou. "Como esse prazo era menor que o da Ferrari, tive medo de ficar sem carro na Fórmula-1 e respondi ao Todt que permaneceria na Jordan." "Em 1998, se tivesse tomado a mesma iniciativa de procurar um time de ponta, seria difícil até falar com eles", comentou Rubinho, referindo-se à ausência de resultados. Este ano, não havia ainda a definição de Eddie Irvine prosseguir na Ferrari, mas os contatos com o brasileiro já estavam adiantados, favorecidos pelo seu surpreendente desempenho na Stewart. "Quando você está no topo da crista, é preciso mexer os pauzinhos na fórmula-1", afirma Barrichello. Oficialmente, o contrato foi assinado pouco antes do GP da Bélgica, embora há suspeitas que tenha sido antes. "Foi na casa do Todt, na Itália

mockup