Barrichello se defende das críticas
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 16 de julho de 2003
Agência Estado 
Londres - Em dez etapas já disputadas, Rubens Barrichello somou 39 pontos e está em quinto lugar no campeonato da Fórmula 1, diante de 64 de seu companheiro de Ferrari, Michael Schumacher, o líder do Mundial. Não venceu nenhuma vez, enquanto o alemão ganhou em quatro oportunidades. Por conta do desempenho abaixo do esperado, as críticas têm sido frequentes, da imprensa italiana (principalmente) e até de Bernie Ecclestone. Ontem, o brasileiro defendeu-se em entrevista publicada pelo site da Ferrari destinado à mídia: ''Li na imprensa muitas reportagens acusando-me de não produzir o que posso. Não concordo. Sempre dou o meu melhor, não sou um dorminhoco.''
O jornais italianos não entendem como um piloto da Ferrari se contenta com tão pouco, afinal nas quatro últimas provas do campeonato, Mônaco, Canadá, Europa e França, Rubinho obteve apenas um oitavo, um quinto, um terceiro e um sétimo lugares. Somou 13 pontos, metade do conquistado por Schumacher no mesmo período.
Até o promotor da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, lançou críticas a Rubinho, chamando-o de ''mercenário'' por aceitar correr por bom dinheiro, sem importar-se em lutar com Schumacher pelas melhores colocações. ''O que acontece é que o campeonato, este ano, tem sido duro, e ocasionalmente larguei um pouco para trás demais no grid'', justificou.
A partir de amanhã Rubinho terá a maior oportunidade na temporada de mostrar que a falta de resultados decorre de uma série de circunstâncias desfavoráveis, como ele próprio argumenta, e não de um período de baixa na sua performance. A Fórmula 1 se apresentará em Silverstone, o circuito que o brasileiro mais conhece seus segredos, para o GP da Inglaterra. ''De todas as pistas do calendário, esta é a que mais treinei, desde os tempos da Fórmula Opel e Fórmula 3'', revelou Rubinho. Ele também testou muito lá quando pilotou para as equipes inglesas, como a Jordan, de 1993 a 1996, e Stewart, de 1997 a 1999. ''Sei bem o que é necessário para encarar os muitos desafios de Silverstone e poderei mostrar o meu valor.''
Outro que reagiu ontem às críticas de Ecclestone foi David Coulthard, da McLaren. O dirigente o aconselhou a trocar de escuderia porque depois de oito anos na McLaren, a troca de ares o estimularia a tentar o título, uma vez que este ano foi superado de novo, agora por Kimi Raikkonen. ''Bernie deveria controlar algumas questões mais importantes e não tentar orientar minha carreira. Gostaria de avisá-lo de que minha intenção é permanecer na McLaren em 2004 e por muito mais tempo'', avisou o escocês.
Williams Enquanto a maioria das equipes luta até para manter seus atuais patrocinadores, a organização de Frank Williams passa por fase próspera não só nas pistas, conforme atestam as duas últimas dobradinhas no Mundial, como fora delas também.
Frank Williams e a direção da Budweiser oficializaram ontem a assinatura de um contrato de investimento da cerveja norte-americana de cinco anos e meio. Estima-se que o valor do negócio seja de 50 milhões de libras, ou cerca de US$ 80 milhões.


