Barrichello quer lutar pelo título
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quinta-feira, 31 de julho de 2003
Agência Estado 
Hockenheim - O GP da Alemanha, 12 etapa do Mundial de Fórmula 1, começa oficialmente hoje, com os primeiros treinos livres e a pré-classificação. Mas desde ontem, parte importante da atenção dos torcedores e da própria imprensa está sobre Rubens Barrichello, grande sensação da corrida anterior, o GP da Inglaterra.
''É incrível como nesse mundo não há meio termo. Ou você é um fenômeno ou um merda'', afirmou Rubinho ontem, ao comentar os momentos difíceis vividos antes da vitória espetacular em Silverstone e o que está acontecendo com ele agora.
Depois disso tudo, o brasileiro da Ferrari inicia o GP da Alemanha com um objetivo bem definido: ''Vencer a corrida para lutar pelo título mundial. É para isso que estou aqui.''
E quais as chances de Rubinho? ''Nunca estive tão perto e ao mesmo tempo tão longe. As novas regras tornaram bem difícil recuperar os 20 pontos que me separam de Michael Schumacher'', admitiu o brasileiro. Afinal, seu companheiro na Ferrari lidera o campeonato com 69 pontos, seguido por Kimi Raikkonen (McLaren), que tem 62, Juan Pablo Montoya (Williams), com 55, e Ralf Schumacher (Williams), com 53. Só depois vem Barrichello, com 49.
Ontem, em Silverstone, os outros quatro candidatos ao título também comentaram suas possibilidades de conquista. ''Penso que nós cinco temos oportunidade de vencer as corridas porque o desempenho de nossos carros é muito semelhante, de forma que é muito difícil prever o que acontecerá'', afirmou Michael Schumacher.
''Minhas chances são tão boas quanto as deles, apesar de que tirar sete pontos de diferença hoje não é fácil'', disse Raikkonen. ''O primeiro objetivo é terminar as provas, vencer quando dá e ser segundo se esse é o máximo que você pode fazer naquele dia'', explicou Montoya. ''Nosso conjunto técnico tem se mostrado brilhante recentemente. Fui muito rápido nas últimas cinco corridas, portanto penso que nossas chances são boas'', afirmou Ralf.
Depois de Hockenheim, o calendário terá ainda os GPs da Hungria, Itália, Estados Unidos e Japão.
Cristiano da Matta, da Toyota, não faz parte do grupo de irá lutar pelo título este ano. Mas seu desempenho no Mundial de estréia, o segundo da sua equipe na Fórmula 1, mostrou que ele poderá crescer bastante na competição. Em Silverstone, chegou a liderar a prova por 19 voltas.
Ontem, Cristiano falou sobre iniciar uma corrida tendo liderado a anterior. ''Claro que aumenta a confiança, mas todos na Toyota têm consciência que foi algo circunstancial também, o que me agradou, pois mostrou que eles têm os pés na terra.''
As novidades a partir dos treinos de hoje serão as presenças do inglês Justin Wilson, ex-Minardi, na Jaguar, na vaga de Antonio Pizzonia, e do dinamarquês Nicolas Kiesa, que vem da F-3000, para o lugar de Wilson na Minardi.


