Montreal - Choveu forte no circuito Gilles Villeneuve ontem à tarde, na pré-classificação para o treino que definirá, hoje, às 14 horas (de Brasília), com transmissão da Rede Globo, o grid do GP do Canadá de Fórmula 1. Resultado: Rubens Barrichello em primeiro. E com que autoridade! Ele registrou o tempo de 1min30s925, nada menos de 1 segundo e 44 milésimos melhor que o companheiro de Ferrari, Michael Schumacher, o segundo colocado.
Rubinho disse quando os italianos lhe perguntaram se o seu desempenho, era uma resposta a seus críticos: ''Não. Eu não vivo das críticas, mas do que eu mesmo penso a meu respeito.'' Não se pode dizer que entre a hora que Rubinho obteve seu tempo e a de Schumacher havia muita diferença nas condições da pista, afinal o brasileiro o fez às 14h10min45s e o alemão, às 14h05min49. Sob volumes bem semelhantes de água na pista Rubinho, desta vez, venceu, e bem, o duelo.
''Foi sensacional. Em outras ocasiões extremas, como hoje, também consegui ser o mais rápido. Você precisa gostar da chuva'', falou empolgado. ''Nossos pneus estão muito bons, se continuar chovendo sem dúvida teremos uma vantagem.'' As equipes com pneus Bridgestone puderam passear no asfalto bastante molhado em relação as com Michelin.
''Não dava para acelerar mais, eu aquaplanava em todo lugar'', disse irritado o líder do Mundial, Kimi Raikkonen, da McLaren, time da Michelin, que também teve a desvantagem de ser o primeiro a sair para a tomada de tempo. O finlandês ficou em sexto, 4 segundos e 448 milésimos mais lento que Rubinho. A sessão foi marcada pelas profundas diferenças nos tempos registrados.
Jarno Trulli, da Renault, por exemplo, com Michelin, ficou em 19º, impressionantes 10 segundos e 488 milésimos mais lento que Rubinho. Michael Schumacher justificou a diferença para o companheiro com um erro: ''Segui reto no hairpin porque meu carro aquaplanou.'' Diante de tanta vantagem dos pneus japoneses, o diretor-técnico da Ferrari, Ross Brawn, declarou: ''Espero que chova até domingo.'' O time italiano é o único de ponta da Bridgestone.
A previsão meteorológica, contudo, é de sol para hoje e amanhã.
O vencedor da última etapa do campeonato, Juan Pablo Montoya, da Williams, foi outra vítima da má performance dos pneus Michelin e ficou apenas em 12º, 6 segundos e 554 pior que Rubinho. ''Troquei no último minuto para os pneus com sulcos profundos porque vi que os para pouca água não funcionavam, mas também não resolveu'', disse Montoya. ''Se continuar assim o que vimos hoje é o que poderemos fazer.''
Cristiano da Matta, da Toyota, ficou em 16º e Antonio Pizzonia, Jaguar, que de manhã havia sido o mais rápido, fez o 17º tempo.

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