São Paulo - O piloto brasileiro Rubens Barrichello, 39, diz que não está desesperado atrás de uma equipe para continuar correndo na próxima temporada, quando completaria 20 anos de F-1. Ele, cujo contrato com a Williams termina agora e que ainda não recebeu nenhuma garantia de que será prorrogado, procurou a Renault há alguns meses para saber se a escuderia teria interesse nele.
''Sobre futuro... O certo é que venho fazendo isso há muito tempo e que me sinto bem. Não é algo que estou me perguntando... Se alguém quiser que eu trabalhe, aí vamos decidir'', disse ele na primeira entrevista coletiva do GP Brasil, ontem. ''Mas não vou pedir favor a ninguém para correr'', completou.
Apesar de resposta inicialmente positiva, o contato esfriou nas últimas semanas. ''O que sei é que é muita emoção correr em Interlagos. Conheço cada curva, cada trecho. Meu sonho é terminar na melhor posição possível. Ter esperança'', completou.
Campeonato próprio
Felipe Massa, 30, prefere exaltar o GP Brasil de F-1, no domingo, apesar de o título já ter sido conquistado pelo alemão Sebastian Vettel, da Red Bull com quatro provas de antecipação. ''Para todos os brasileiros, é como se fosse um campeonato próprio'', disse em coletiva.
''Já tive duas vitórias em São Paulo. Tomara que eu tenha um grande final de semana. E que no domingo, depois da corrida, eu possa sentar e imaginar que a próxima temporada seja muito melhor do que essa'', acrescentou.
O objetivo, segundo o paulista, é ''lutar pelo pódio''.
E relembrou novamente a história de como começou a correr em Interlagos, onde disse sempre frequentar quando criança (época de Nelson Piquet) e, a partir de 16 anos, passou a ''mudar para o outro lado do mundo''.
Massa fez referência ao período em que ainda só treinava no cartódromo que ficava colado ao palco do GP Brasil. ''Correr em casa é muito melhor'', encerrou.
Troféu
Patrocinadora do GP Brasil, a Petrobras lançou ontem o troféu que será dado ao vencedor da corrida. E que, segundo a organização, é o mais caro já existente no mundo.
''Essa é a ideia, pelo fato de ter sido um custo muito grande para que essas rochas fossem retiradas da camada pré-sal da bacia de Santos'', disse o artista plástico Paulo Soláriz, contratado pela estatal para desenhar a taça, referindo-se à grande novidade deste ano. ''Alguns milhões foram gastos nessas pesquisas'', completou.
As pedras porosas de cerca de 120 milhões de anos foram extraídas de aproximadamente 5 mil metros de profundidade no litoral e cedidas pelo Centro de Pesquisas da Petrobras.

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