Barrichello não sabe onde está se metendo, diz Irvine
Londres, 01 (AE) - Definitivamente livre dos grilhões da Ferrari, o piloto irlandês Eddie Irvine voltou a atacar o esquema da escuderia que tem em Michael Schumacher seu principal piloto. "Eu estava desesperado para deixar a Ferrari porque Schumacher é tão bom que consome todas as energias de quem compete com ele", declarou Irvine. Segundo o irlandês, sua passagem pela equipe de Maranello o deixou muito mais rico "tanto em termos financeiros, quanto em experiência". Mas ele advertiu Rubens Barrichello para os perigos escondidos atrás de um contrato sedutor. "Sinto por Barrichello porque não acho que ele saiba aonde está se metendo", disse. "Não sei se ele será esmagado por Schumacher, mas tenho certeza de que seus dias não serão nada fáceis."
Irvine e Barrichello correram juntos pela Jordan antes do irlandês ser transferido para a Ferrari em 1995. Não se pode dizer que, como companheiros de equipe, os dois se ajudavam a conseguir resultados melhores para a escuderia. Irvine, que tinha mais experiência na Fórmula 1, não fez muito para que Barrichello ganhasse auto-confiança, constantemente deixando o brasileiro para trás no grid.
Curiosamente, o irlandês passará a ocupar o lugar de Barrichello na equipe de Jackie Stewart, que passará a se chamar Jaguar.
HAKKINEN - O bicampeão mundial da Fórmula 1, Mika Hakkinen, pôde, enfim comemorar seu título como pede a tradição finlandesa: com muito canto e dança. Após o GP da Malásia, quando por alguns dias o piloto foi considerado o campeão da temporada (até que o tribunal da FIA julgasse a apelação da Ferrari sobre a irregularidade nos carros de Schumacher e Irvine), a festa havia sido tímida.
Mas no Japão, os integrantes da McLaren ocuparam um karaokê até a madrugada de hoje (01). Hakkinen fez as vezes de mestre de cerimônias, além de dançar e cantar muito - como costumam celebrar os europeus, a música We Are the Champions, do grupo Queen foi a mais executada. Até Michael Schumacher esteve na festa dos rivais, o que provocou a ira da imprensa italiana. O diário esportivo Tuttosport sintetizou: "Escandaloso! Ele festeja com a Mercedes!"





