Barrichello não crê em mudanças
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quarta-feira, 06 de novembro de 2002
Agência Estado 
Betim - O piloto brasileiro Rubens Barrichello foi cauteloso ao comentar as novas regras aprovadas pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para a próxima temporada da Fórmula 1. Apesar de acreditar que o novo regulamento possa trazer mais competitividade à disputa do ano que vem, Rubinho destacou que, na sua opinião, dificilmente as grandes equipes perderão a hegemonia em 2003.
''Eu acho que as equipes maiores, com mais dinheiro, podem fazer mais do que as menores em qualquer área. Não só na área de classificação'', afirmou o piloto da Ferrari, ao repercutir a declaração do inglês Adrian Newey, diretor-técnico da McLaren, que na segunda-feira afirmou que a definição do grid de largada pelo novo regulamento elevará bastante os custos das equipes, que poderão desenvolver carros específicos para os treinos.
''As equipes grandes sempre terão melhor acesso para melhorar o carro um pouco mais rápido que as equipes menores'', salientou Barrichello, que ontem visitou a fábrica da Fiat Automóveis, em Betim, na região metropolitana da capital mineira.
Para Rubinho, a eficácia do novo regulamento só poderá ser avaliada na pista. ''Está tudo muito no ar'', disse.
Rubinho comemorou a chegada de dois novos brasileiros na F-1, principalmente o anúncio ontem de que o piloto Cristiano da Matta campeão da Indy/Cart este ano irá correr pela Toyota na temporada 2003. ''Moramos juntos na Inglaterra. Eu já estava na Fórmula 1 e ele na Fórmula 3. É um super amigo para mim. Eu estou super contente. Ele vai ser um ótimo companheiro''.
Além do mineiro Cristiano da Matta, o outro brasileiro que estréia no ano que vem na principal categoria do automobilismo mundial é o amazonense Antônio Pizzonia, conhecido no circuito como ''Jungle Boy''. Ele acertou recentemente com a equipe Jaguar.


