São Paulo - O piloto Rubens Barrichello negou ontem a possibilidade de rescindir seu contrato com a equipe Ferrari de F-1, hipótese levantada pela imprensa italiana. O brasileiro, que tem compromisso com o time italiano até o final de 2006, vem tendo problemas de relacionamento com seu companheiro de escuderia, o alemão Michael Schumacher.
''Eu não tenho cláusula de quebra de contrato. Se porventura tivesse que sair, teria que haver um comum acordo. Eles poderiam pedir quanto eles quisessem, como US$ 15 milhões. A situação é muito difícil'', disse Rubinho, em entrevista concedida ontem ao Sportv.
O piloto também voltou a reclamar da atitude da Ferrari no GP dos EUA, em que ficou em segundo lugar, atrás de seu companheiro de equipe Michael Schumacher. ''Eles pediram para que abaixássemos o giro, mas justamente quando eu estava atrás'', revelou.
No mês passado, com o racha entre Barrichello e Schumacher, a Red Bull chegou a mostrar interesse em contar com o brasileiro. ''Rubens é um excelente piloto, um profissional experiente, que ainda tem futuro na F-1. Posso dizer que ele está na lista para o próximo ano'', declarou Christian Horner, diretor esportivo da equipe inglesa.
Para Barrichello, seria um retrocesso de sete anos. A Red Bull é a sucessora da Jaguar, que, por sua vez, comprou a Stewart, equipe que o brasileiro defendeu em 1999.
Punição As sete equipes usuárias de pneus Michelin que se negaram a disputar o GP de Fórmula 1 dos Estados Unidos pelo suposto perigo relacionado com o uso de pneus inadequados poderão receber hoje duras sanções financeiras por terem faltado à prova americana. Os representantes das equipes e da fabricante de pneus darão suas explicações ao presidente da Federação Internacional del Automóvel (FIA), Max Mosley, em Paris.
As possíveis sanções vão da ''simples reprimenda à exclusão do campeonato, passando pela retirada de pontos ou a imposição de multas'', afirmou ontem o diretor de comunicações da entidade, Richard Woods.

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