São Paulo - Rubens Barrichello não vê a hora de acelerar seu Indy na marginal Tietê a partir deste sábado. O piloto da KV chegou atrasado à entrevista coletiva dos competidores brasileiros no circuito do Anhembi, ontem, por ter tido dificuldades com o caminho. Ele ainda relatou outros problemas, mas de adaptação à categoria.
''Depois de pegar esse trânsito, será um prazer andar a 300 km/h nessa marginal. Será a melhor coisa do mundo ''descer' por ela sem radar'', declarou Barrichello. ''Foi um grande barato hoje me perder por São Paulo, porque nasci em Interlagos e para mim era muito fácil chegar ali. No trânsito, eu me virava. Aqui já tem sido diferente por isso.''
O piloto que mais correu na F-1 afirmou ter subestimado sua transição para a Indy. Como neste ano a categoria norte-americana estreia um novo carro, ele pensou que teria mais facilidade para se adaptar. ''Devo admitir que achei que seria um pouco mais fácil'', disse.
Barrichello lembrou que hoje em dia é muito difícil fazer o que Nigel Mansell fez em 1993, quando estreou na Indy e foi campeão no primeiro ano. ''A categoria está em uma época diferente. Mansell andou três mil milhas antes do campeonato'', comentou.
O companheiro de Tony Kanaan e Ernesto Viso revelou ter dificuldades com o volante, que não é hidráulico. ''O volante é diferente, muito pesado'', disse.
Após três etapas realizadas em 2012, Barrichello é o nono colocado no campeonato, com 59 pontos, sendo o melhor piloto da KV na classificação. Ele tem uma oitava posição no Alabama como melhor resultado.

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