Barrichello diz que pára se não vencer
Das Agências
Nem estreou na Ferrari e o brasileiro Rubens Barrichello deu a si próprio um ultimato. Em entrevista à revista especializada inglesa Autosport, publicada esta semana, declarou que, se após o oitavo ano de F-1 não tiver uma vitória, paro de correr. Semana passada, numa entrevista coletiva em São Paulo, Barrichello, 27, já apontara o contrato de dois anos com a escuderia como a grande chance de sua vida. Se guiando uma Ferrari, eu não ganhar uma corrida, não vou ganhar mais nada, disse então.
Sétimo na atual temporada de Fórmula 1, Barrichello trocará ao final do ano a Stewart pela equipe mais tradicional do automobilismo mas que não vence o Mundial de Pilotos desde 1979. Indagado na Autosport se não sentiria a pressão de ser piloto da Ferrari, tendo como companheiro o alemão Michael Schumacher, disse estar seguro. Não tenho medo da Ferrari. O pior ano na minha carreira foi 1994 quando tive que enfrentar a morte do Senna e a pressão de meu país, que estava esperando que eu ocupasse o lugar dele.
Por outro lado, segundo a agência de notícias alemã DPA, é pouco provável que Michael Schumacher dispute o GP da Malásia, dia 17 de outubro, etapa seguinte ao GP da Europa, domingo, em Nurburgring. A DPA cita fontes próximas do piloto para divulgar a informação. Se isso de fato ocorrer, Schumacher necessitará de um período maior de recuperação que o do francês Olivier Panis, que fraturou no GP do Canadá de 1997 não apenas a perna direita, como o alemão, mas as duas.
Dia 7 de outubro Schumacher vai testar novamente o modelo F399 da Ferrari, em Fiorano, para verificar se poderá correr em Kuala Lumpur, dez dias mais tarde. Na primeira volta do GP da Inglaterra, em Silverstone, dia 11 de julho, ele quebrou a perna direita ao seguir reto na curva Stowe e colidir contra a barreira de pneus.
Foi uma fratura simples de tíbia e fíbula. Dia 20 de agosto, em Mugello, cerca de 40 dias depois do acidente, o piloto surpreendeu a todos ao completar 340 quilômetros no seu primeiro teste, com tempos de volta excepcionais. E apesar do seu resultado animador, Schumacher ainda não retornou à competição.
Fala-se agora que nem mesmo na penúltima etapa do Mundial, na Malásia, decorridos cerca de 100 dias do acidente da Inglaterra, ele estará presente. Os médicos dizem ser possível e até normal uma convalescência tão longa. Não conheço nenhum caso de consolidação de fratura que tenha seguido exatamente a mesma evolução, diz Joaquim Grava, ortopedista do Corinthians e da seleção brasileira.
Dia 1º de setembro Schumacher testou sua Ferrari em Monza. Depois de poucas voltas deixou o carro e anunciou que estava fora do GP da Itália e da Europa. Motivo: fortes dores no local da fratura na perna direita. A recuperação de Schumacher está andando para trás? Como ele pode ter realizado teste tão positivo dia 20 de agosto, em Mugello, e não correr na Malásia, 17 de outubro, cerca de 100 dias depois do acidente de Silverstone? Ou será que o alemão só deseja retornar às pistas após a definição do campeão da temporada?





