Melbourne - Rubens Barrichello, 36, já havia subido 62 vezes no pódio. Mas o de ontem foi especial. Foi o primeiro ao lado de Jenson Button, seu companheiro de equipe desde 2006 e com quem dividiu o sofrimento com a incerteza sobre o futuro na F-1. Após a dobradinha, o brasileiro exaltou a honestidade do parceiro e disse que correu a prova inteira com o difusor quebrado.
Folha - Como você avalia esta dobradinha da Brawn?
Rubens Barrichello - Pela classificação a gente estava bastante confiante, mas após a largada nunca pensei que pudesse ter esse resultado. Claro que eu tive a sorte de muita gente quebrar, fiz algumas ultrapassagens, mas acho que o segundo lugar foi um prêmio pela garra.
Folha - Como é a sua parceria com o Button?
Barrichello - Por toda a experiência do Ross Brawn comigo e com o Michael (Schumacher, na Ferrari), desta vez é diferente, porque ele pode fazer uma prática diferente, de que ganhe o melhor. Gosto muito do Button e sei do potencial dele. É uma relação muito mais honesta do que a que eu tinha e a gente já lutou muito pelo nono lugar. Agora, pelo primeiro lugar é diferente, mas mantemos o respeito, apesar de saber que quando apaga a luz vermelha é cada um por si.
Folha - Você acredita que as outras equipes não estão tão longe quanto parecia nos testes?
Barrichello - Nossa distância é questão de décimos, foi o que se viu na tomada de tempos. Acho que na Malásia vamos ter uma sensação melhor do que vai ser, ainda mais porque, quando a McLaren me acertou na traseira, quebrou o danado do difusor, aquele que todo mundo fala que é o motivo de a gente estar melhor. Corri o GP todo com ele quebrado, o que mostra que o carro é robusto. (T.C/Folhapress)

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