Barrichello comemora o resultado do treino
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sexta-feira, 27 de março de 1998
Émerson Couto Agência Estado 
Em um único dia de treinos livres em Interlagos, o piloto brasileiro Rubens Barrichello, da Stewart/Ford, andou 38 voltas. Isto significa mais quilômetros rodados de que todo o fim de semana que passou em Melbourne, na Austrália, na primeira etapa. Para ele, este é um bom sinal. É um resultado animador, comemora. Pedro Paulo Diniz também andou bastante com sua Arrows. Foram 36 voltas.
Mais que a melhora na durabilidade do motor Ford, velho problema enfrentado pelo brasileiro, Barrichello sabe que o desempenho de ontem pode ser a certeza de dias melhores. Na prova de amanhã, o brasileiro não quer apenas terminar. Quero fazer pontos, melhorar o quanto mais rapidamente possível, comenta.
Ontem, Barrichello fez o oitavo tempo, 1min20s010, a frente do canadense Jacques Villeneuve, da Williams, e do alemão Michael Schumacher, da Ferrari. Barrichello vive um desafio pessoal na Fórmula 1. Sonha em ter um carro melhor, ser competitivo, manter-se entre os seis primeiros sempre. Nunca tive o pé na lama, argumenta, tentando afastar uma imagem de perdedor.
A exemplo de Barrichello, Diniz conseguiu dar 36 voltas, fez o 17º tempo, 1min21s298. Mas o piloto brasileiro não ficou tão feliz quanto Barrichello. Além de reclamar da tração de sua Arrows nas curvas de baixa velocidade, Diniz aponta para vários problemas no desenvolvimento do motor de seu carro, principalmente quanto à potência.
O brasileiro Ricardo Rosset, da Tyrrell/Ford, não teve um bom dia. Rodou duas vezes, uma pela manhã e outra à tarde. Pela manhã, teve a asa traseira e a suspensão traseira direita de seu carro quebradas. Deu apenas 18 voltas e fez um tempo de 1min22s962, ficando na 21ª colocação.


