Melbourne - As novas regras da F-1 não são a única preocupação de Rubens Barrichello na abertura do Mundial. O vice-campeão do ano passado espera não sentir as dores nas costas que abreviaram sua pré-temporada.
Antes de embarcar para a Austrália, ele fez tratamento em São Paulo na clínica de Moisés Cohen, um dos maiores especialistas brasileiros em traumatologia e ortopedia do esporte. O problema: o pinçamento de um nervo.
A causa das dores, segundo Barrichello, é o Hans (sigla em inglês para apoio para cabeça e pescoço). Trata-se de uma peça de kevlar - material ultra -resistente - encaixada nos ombros e presa ao capacete por tiras. A invenção, obrigatória na Indy, reduz as chances de lesões na coluna em acidentes.
A partir deste ano, o Hans será obrigatório na F-1. Mas, se as dores voltarem, Barrichello pode pedir à FIA para não usá-lo. ''Esse negócio não ajuda o problema nas costas. Em princípio, vou usá-lo e ver qual a reação. Se eu não me sentir bem, vou falar com a FIA.''
A obrigatoriedade do Hans vem causando polêmica. Juan Pablo Montoya e Jacques Villeneuve concordam com Barrichello. Michael Schumacher, não. ''Se é para aumentar a segurança, vou tratar de me adaptar rapidamente.''

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