São Paulo - Pela primeira vez desde a discussão com Michael Schumacher no GP de Mônaco, o brasileiro Rubens Barrichello admitiu a possibilidade de deixar a Ferrari antes do final de seu contrato, que vai até dezembro de 2006.
''O fato é que eu tenho um contrato para o próximo ano, e as chances de eu ficar são de 50%'', afirmou Barrichello em entrevista publicada pelo site da revista ''Autosport''. Ele reconheceu também ter conversado com Gil de Ferran, diretor esportivo da BAR, sobre a troca de equipe.
''Gil de Ferran é um grande amigo meu. Logicamente, quando nossos caminhos se cruzam no paddock, começamos a conversar'', disse. A BAR estaria interessada em Barrichello para o lugar de Jenson Button, que tem contrato com a Williams para o ano que vem.
A situação do brasileiro na Ferrari começou a ficar insustentável depois que ele discutiu com Schumacher após o alemão fazer uma ultrapassagem arriscada na última volta do GP de Mônaco. Três provas depois, nos EUA, reclamou da ordem da equipe para não atacar o companheiro.
Desde então, Barrichello é o centro das especulações sobre mudanças para 2006. E, ao contrário do que fazia antes, ele passou a alimentá-las. ''Eu tenho observado de perto o trabalho de Toyota e Honda. Acho que há muito potencial mal aproveitado lá'', comentou, revelando ainda que chegou a negociar com a Williams para deixar a Ferrari já em 2005.
''No final, as negociações não deram em nada porque nenhuma equipe, nem mesmo a Williams, poderia me oferecer as condições de trabalho da Ferrari'', afirmou. Mesmo assim, Barrichelo insiste que pretende cumprir o contrato até o final.
''Estou fazendo o meu trabalho com seriedade e espero ser respeitado por isso. Se eu disser que falta um pouco de respeito, estarei sendo sincero. Mas toda vez que eu faço alguma crítica à Ferrari, as pessoas acreditam que já estou saindo'', completou.

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