Barrados no baile, clubes do interior temem o futuro
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quarta-feira, 11 de setembro de 2002
Lúcio Flávio Moura<BR>Reportagem Local 
Anunciado como a redenção do futebol, o novo calendário praticamente determinou o fim da possibilidade dos pequenos clubes alcançarem outro status no cenário estadual e nacional. A transição abrupta assusta todos os clubes tradicionais do interior do Estado, à exceção do Londrina, que tenta se manter este ano na Série B, para garantir um calendário quase completo na próxima temporada.
''Para o Londrina, um Brasileiro de oito meses será ótimo. Será mais fácil para o planejamento, além de termos uma perspectiva de receita maior que a atual'', defendeu o presidente do clube, Osvaldo Sestário Filho.
Para o dirigente, o calendário de 2002 já não era interessante para os pequenos clubes e, que, em termos nacionais, a nova proposta ''é uma evolução''.
O outro clube profissional da cidade, a Portuguesa Londrinense, tem uma posição bem diferente. O presidente Hélio Camargo prevê uma ''convulsão social no futebol'', com o desemprego em massa de jogadores e membros de comissão técnica, e ''o colapso na revelação de talentos em 10 anos''.
Camargo lembrou que os pequenos clubes, para ele os grandes reveladores de atletas, não foram sequer ouvidos na elaboração do novo calendário. ''Os grandes decidem e fazem os pequenos aceitarem'', reclamou.
O dirigente acredita que muitos clubes deixarão o profissionalismo com o novo modelo e a captação de jogadores promissores ficará totalmente comprometida.


